Há um primeiro caso confirmado de infeção pelo novo coronavírus no Centro Hospital e Universitário de Coimbra (CHUC).

Homem com Covid-19 obrigou ao encerramento do serviço de infecciologia.

O cidadão que está internado, em isolamento, desde esta quarta-feira, chegou ali já referenciado, adiantou Fernando Regateiro, escusando-se a adiantar mais pormenores sobre o caso concreto.

Cidadão foi encaminhado pela Linha de Apoio ao Médico (LAM) e o hospital já estava preparado para o receber, confirmou o presidente do conselho de administração do CHUC, Fernando Regateiro.

Fernando Regateiro assegurou que o CHUC tem vindo, há cerca de um mês, a trabalhar para dar “uma resposta robusta, preparada”, à epidemia.

O presidente apelou, ainda, que nada substitui a necessidade de todas as pessoas encararem a situação, que já atinge “um número significativo de casos”, com “serenidade e responsabilidade”, adotando todas as precauções, como tem sido sublinhado pelas autoridades.

Entre as medidas adotadas pelo CHUC, de referir, designadamente, para a transferência para os HUC dos doentes da unidade de cuidados intensivos do Hospital Geral (vulgarmente identificado como Hospital dos Covões), de modo a ficar exclusivamente dedicada à doença e onde dispõe de nove camas para doentes críticos, uma capacidade que pode ser expandida, numa primeira fase, até 31 camas.

Também nos HUC há cerca de três dezenas de camas (incluindo quartos de isolamento) para receber este tipo de doentes, enquanto o Hospital Pediátrico de Coimbra está igualmente preparado, embora, nesta fase, apenas com sete camas, três das quais nos cuidados intensivos.

As visitas a doentes internados no CHUC foram, entretanto, restringidas, não sendo de excluir a necessidade de virem a ser interditadas, admitiu Fernando Regateiro, que, entretanto, também apela à compreensão e ao sentido de responsabilidade de quem quer visitar as pessoas ali internadas, que as deve evitar neste período.

Sobre os fatos adquiridos para proteger os profissionais dos CHUC, que não foram fabricados especificamente para o efeito, porque o mercado não tem capacidade de resposta, o presidente do Centro Hospitalar disse que “funcionam”, pois na situação “não se põe a questão da esterilidade, mas de barreira, de impermeabilidade", e foram testados por especialistas.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou esta quarta-feira a doença Covid-19 como pandemia.

A DGS indicou hoje que o número de casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus que causa a doença Covid-19 subiu para 59, mais 18 do que os contabilizados na terça-feira.

A região Norte continua a registar o maior número de casos confirmados (36), seguida da Grande Lisboa (17) e das regiões Centro e do Algarve (três cada).

A Covid-19 foi detetada em dezembro, na China, e já provocou mais de 4.300 mortos em 28 países e territórios.

João Bizarro