O Hospital Garcia de Orta (HGO), em Almada, tem este sábado 234 doentes infetados por SARS-CoV-2, dos quais 197 internados em enfermaria, 27 em Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) e 10 em Unidade de Hospitalização Domiciliária (UHD).

O agravamento da pandemia de covid-19 no país foi sentido de forma significativa nesta unidade hospitalar, que registou um crescimento de 17% no internamento de doentes na semana entre os dias 23 e hoje.

No entanto, o aumento de doentes internados em UCI nesse período foi ainda maior, ascendendo a 50%, ao subir de 18 doentes internados no dia 23 para os 27 que estão hoje em cuidados intensivos.

O hospital, que permanece no nível III do respetivo plano de contingência, assume novamente “a necessidade de reajustar a lotação afeta à covid-19” e que o Serviço de Urgência Geral “mantém a sobrelotação” na vertente da área respiratória.

De acordo com o comunicado hoje divulgado pelo Garcia de Orta, a taxa de ocupação de camas por doentes, em enfermaria e em UCI, em função das camas disponibilizadas pelo hospital, situa-se hoje nos 312% face à previsão inicial de 66 camas em enfermaria, nove de cuidados intensivos e cinco em UHD.

Os números de sobrelotação são reportados apenas quatro dias depois de a unidade hospitalar de Almada ter aberto na terça-feira uma nova enfermaria para doentes covid, com um total de 33 camas, e que acolheu logo no primeiro dia 10 pessoas. Ato contínuo, o HGO deixa um apelo à população de Almada e Seixal para recorrerem primeiro ao respetivo médico de família ou centro de saúde.

Considerando elevada procura e pressão assistencial que se mantêm, o HGO está a analisar e a trabalhar com a Proteção Civil dos concelhos de Almada e do Seixal, no sentido de ser melhorada a resposta pré-hospitalar”, refere a nota do hospital, que sublinha que a taxa de esforço tem estado sempre elevada nos últimos três meses e que esta é uma das unidades com maior número de doentes covid, tanto em enfermaria como em UCI.

Portugal registou hoje 293 mortes relacionadas com a covid-19 e 12.435 casos de infeção por SARS-CoV-2, atingindo, assim, as 5.000 mortes só no mês de janeiro, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS).

/ AG