A ministra da Saúde, Marta Temido, disse, este sábado, que os indicadores referentes à covid-19 "mantêm-se encorajadores", a dias de o país entrar numa nova fase de desconfinamento.

Neste momento, os sinais que vemos mantém-se encorajadores", considerou a governante, falando na conferência de imprensa diária de acompanhamento da pandemia da covid-19.

A governante deixou aos portugueses uma "palavra de confiança e simultaneamente de prudência", garantindo que "todos os dias" são avaliadas as consequências das decisões do executivo.

Marta Temido acrescentou que, nos últimos cinco dias, o número médio diário de novos casos é de 200 e o de óbitos de 12.

O número de testes à doença, prosseguiu a ministra, "tem continuado a crescer, tendo sido realizados mais de 15.800 testes" diários, em média, ao longo dos últimos cinco dias.

"Deixámos os tempos em que a incidência atingiu o seu expoente máximo (...) Felizmente, é uma etapa que ultrapassámos", concretizou Marta Temido, mesmo reconhecendo que ainda não se pode "observar a totalidade das decisões" tomadas pelo executivo, nomeadamente ao nível das fases de desconfinamento.

Os objetivos de confinamento foram "genericamente cumpridos", ao nível, por exemplo, da desaceleração da transmissão da infeção e da salvaguarda da capacidade do sistema de Saúde.

"Mas, como todos sabemos, individualmente e coletivamente, as medidas têm o seu ponto de saturação e o confinamento também tem efeitos adversos, e todos aprendemos isso. Desconfinar gradualmente é importante para continuar a proteger as pessoas, essa é mesmo a melhor estratégia", concretizou.

O impacto da pandemia na economia e na sociedade pode ter "consequências muito sérias", admitiu ainda a governante, dando exemplos no que refere às "desigualdades em saúde" e à saúde mental dos cidadãos.

Portugal regista 1.203 mortes relacionadas com a Covid-19, mais 13 do que na sexta-feira, e 28.810 infetados, mais 227, segundo o boletim epidemiológico divulgado hoje pela Direção Geral da Saúde.

Em comparação com os dados de sexta-feira, em que se registavam 1.190 mortos, hoje constatou-se um aumento de óbitos de 1%.

Relativamente ao número de casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus (28.810), os dados da Direção-Geral da Saúde (DGS) revelam que há mais 227 casos do que na sexta-feira (28.583), representando uma subida de 0,8%. 

Retoma social depende das pessoas

A ministra da Saúde considerou hoje que o "lento retomar da vida social", a propósito da pandemia de covid-19, depende mais do "comportamento cívico das pessoas" e não da "instalação de uma sociedade policial, repressiva ou de medo".

Todo o nosso lento retomar da vida social vai depender muito do nosso comportamento cívico e da nossa autovigilância, mais do que da instalação de uma sociedade policial, repressiva ou de medo", declarou Marta Temido, na conferência de imprensa diária de acompanhamento da covid-19.

A pandemia, acrescentou a governante, tem obrigado as pessoas a uma "maturidade acrescida e a uma responsabilidade social" de que os portugueses "não podem prescindir".

O vírus não é o maior inimigo que enfrentamos. O maior inimigo que enfrentamos é o medo", prosseguiu a ministra da Saúde, falando a dois dias de o país entrar numa nova fase de desconfinamento.

/ Publicado por MM