O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor defendeu esta terça-feira a manutenção do regime presencial nos estabelecimentos de ensino, integrando “sistemas híbridos”, seguindo a recomendação em vigor na Europa.

“Essa é uma recomendação em toda a Europa, que [as aulas] sejam presenciais, certamente integrando sistemas híbridos”, afirmou hoje o ministro, quando questionado sobre um eventual regresso do ensino à distância, à semelhança do que aconteceu anteriormente.

Na sua primeira reunião presencial, depois de ter testado positivo ao novo coronavírus, que provoca a covid-19, com a Federação Académica do Porto (FAP), Manuel Heitor salientou que o relatório de acompanhamento do Ensino Superior, quando comparado setembro de 2019 com setembro de 2020, “mostra solidez”.

Foi um ano particularmente importante, apesar da crise, foram contratados mais mil docentes, 600 investigadores e mais 1.100 colaboradores. O ensino superior teve um investimento público considerável e, por isso, penso que o ensino superior está sólido e recomenda-se”, destacou.

Questionado sobre os surtos de covid-19 entre os estudantes universitários, o ministro disse que a informação que detém das diferentes universidades do país “mostram que têm um controlo e que no meio estudantil [o surto] é menor do que noutros meios”.

Manuel Heitor apelou ainda para que se “evite a todo o custo ações xenófobas”, nomeadamente, no que aos estudantes do programa de mobilidade Erasmus concerne, afirmando que este programa “deve continuar e essa é uma orientação europeia”.

O Erasmus deve continuar (…) agora, contudo, com muita responsabilidade e, por isso, as pessoas têm de perceber que os ajuntamentos hoje são momentos de grande contágio e, portanto, não pode haver”, defendeu o ministro, que testou negativo, na segunda-feira, ao novo coronavírus.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 1,1 milhões de mortos e mais de 43,5 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 2.371 pessoas dos 124.432 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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