Perante a subida de casos diários em Portugal, o professor de Saúde Internacional do Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade Nova de Lisboa refere que este é um aumento de infeções expectável, mas que se pensava que iria surgir mais tarde.

Segundo Tiago Correia, Portugal votla a sofrer um atraso de cerca de 15 dias na chegada de uma nova onda em relação à Europa, tal qual o que aconteceu no mês de março, quando o novo coronavírus chegou a Portugal.

Para o especialista, esta é uma situação preocupante, até porque este aumento de casos vai dificultar a identificação das cadeias de transmissão, também porque muitos dos casos atuais são de doentes assintomáticos.

Quanto mais casos houver maior é a dificuldade para identificar as cadeias de transmissão", apontou.

Tiago Correia diz que esta nova onda é também uma consequência da reabertura da economia. Questionado sobre a marcação de uma reunião de urgência do gabinete de crise de gestão da pandemia, o professor referiu que está preocupado com a gestão da situação atual.

O nosso sucesso em março foi a antecipação. Podemos estar a perder janelas de oportunidade", afirmou, acrescentando que a reunião marcada por António Costa pode vir uma semana atrasada.

Redação