A Fenprof entregou esta terça-feira no parlamento uma petição a exigir a realização de testes de despistagem da doença Covid-19 a toda a comunidade escolar, que na próxima semana deverá regressar às escolas.

No fim de semana, a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) lançou uma petição exigindo a realização de testes a professores, alunos e funcionários e em apenas três dias conseguiu recolher as quatro mil assinaturas necessárias para levar o tema a debate no plenário. 

A Fenprof anunciou hoje que já entregou, por via eletrónica, nos serviços da Presidência da Assembleia da República, a petição que conta com 4.500 assinaturas. 

Apesar de a petição ter sido entregue, a estrutura representativa dos professores vai continuar a recolher assinaturas, “que serão acrescentadas posteriormente e também, na qualidade de abaixo-assinado, entregues ao Governo”.

A Fenprof esteve reunida na segunda-feira com responsáveis do Ministério da Educação, a quem alertou para a necessidade de realização dos testes “como condição para professores, trabalhadores não docentes, alunos e famílias se sentirem confiantes no regresso à atividade presencial”. 

A Fenprof defende que a realização dos testes de despistagem de covid-19 permitirá perceber se entre os que irão partilhar espaços nas escolas existem situações de infeção assintomática que, por via de contágio, "poderão criar graves problemas de saúde a novos infetados, sejam membros da comunidade escolar ou seus familiares". 

Com a realização dos testes, será “possível tomar medidas adequadas para que o regresso às escolas se faça em condições de maior segurança”, acrescenta em comunicado.

Os alunos do 11.º e 12.º ano deverão voltar a ter aulas presenciais a partir da próxima segunda-feira, depois de dois meses com as escolas encerradas e aulas à distância, como forma de tentar conter a disseminação do novo coronavírus.

Os primeiros casos de covid-19 foram identificados em Portugal no início de março e, até ao momento, já morreram mais de mil pessoas e há mais de 27 mil casos de infeção confirmados, segundo os últimos dados da Direção-Geral da Saúde (DGS). 

As escolas, desde creches a estabelecimentos de ensino superior, foram encerradas a 16 de março e três dias depois o Governo decretou estado de emergência.

Depois de três períodos consecutivos em estado de emergência, Portugal entrou a 03 de maio em situação de calamidade devido à pandemia.

Esta nova fase de combate à covid-19 prevê o confinamento obrigatório para pessoas doentes e em vigilância ativa, o dever geral de recolhimento domiciliário e o uso obrigatório de máscaras ou viseiras em transportes públicos, serviços de atendimento ao público, escolas e estabelecimentos comerciais.

/ RL