Os profissionais de saúde que têm rejeitado a vacina contra a covid-19 são “claramente residuais”, disse esta quarta-feira, em Guimarães, o secretário de Estado coordenador da Região Norte no âmbito da Declaração do Estado de Emergência, Eduardo Pinheiro.

No decorrer de uma visita ao Hospital Senhora da Oliveira, onde acompanhou a vacinação dos profissionais de saúde, o governante observou ainda desconhecer quaisquer reações adversas à vacina.

O facto de termos tantos profissionais de saúde a ser vacinados é um bom exemplo [da segurança e da importância da vacinação]”, referiu.

Segundo Eduardo Pinheiro, há uma “grande aceitação e vontade” dos profissionais de saúde em relação à vacina, sendo “claramente residuais” aqueles que a recusam.

Maioritariamente, todos querem ser vacinados, os casos de não vacinação são claramente residuais, é uma ótima notícia para todos”, sublinhou.

O governante admitiu como “natural” que haja “algum receio” face à vacina, por se tratar de uma novidade, mas adiantou que até ao momento não há conhecimento de qualquer reação adversa.

Não temos conhecimento disso”, afirmou.

O secretário de Estado já esteve no Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa, em Amarante, e no Agrupamento de Centros de Saúde do Vale do Sousa Norte, em Lousada.

Para a tarde, tem agendadas visitas ao Hospital de Famalicão e ao Agrupamento de Centros de Saúde de Santo Tirso/Trofa.

O secretário de Estado explicou que foram “simbolicamente” escolhidas para a visita as unidades que viveram as situações mais complicadas, em concelhos com taxas de incidência “altíssimas”, o que colocou sob “enorme pressão” os respetivos profissionais de saúde.

Agora o que importa mesmo é a vacinação está a correr bem. Terminar o ano desta forma é muito positivo para nós, é claramente uma boa nova”, afirmou.

Alertou, no entanto, que ainda há “meses muito duros pela frente”.

A vacinação dos profissionais de saúde deverá estar terminada até março.

Na próxima semana, começará também a vacinação nos lares de idosos.

A vacinação contra a covid-19 arrancou no domingo para os profissionais de saúde, um dia depois de ter chegado o primeiro lote de 9750 vacinas da Pfizer/BioNTech.

Na segunda-feira, Portugal recebeu mais 70 200 doses.

/ AG