Três concelhos de Portugal registam uma incidência superior a mil casos por 100 mil habitantes, de acordo com a nova atualização dos concelhos de risco pela Direção-Geral de Saúde.

De acordo com a lista, Lagoa (R.A Açores), Albufeira e Loulé são os casos mais preocupantes, neste momento com um risco extremamente elevado da doença.

Na capital, a taxa de incidência voltou a crescer, situando-se agora nos 831 casos por 100 mil habitantes. No Porto, o valor evoluiu também para 758 casos, sendo que na semana passada estava nos 484.

Os dados da DGS indicam ainda que, nos últimos 14 dias, 47 concelhos ultrapassaram os 240 casos de infeção por 100 mil habitantes, enquanto outros 33 apresentam entre 480 e 959,9 casos por 100 mil habitantes.

Sem qualquer caso de infeção pelo novo coronovírus nos últimos 14 dias estão agora 16 concelhos, menos quatro do que na última sexta-feira.

Na nota explicativa dos dados por concelhos é referido que a incidência cumulativa "corresponde ao quociente entre o número de novos casos confirmados nos 14 dias anteriores ao momento de análise e a população residente estimada".

 Nos concelhos de baixa densidade populacional, que representam mais de metade do território continental, a linha vermelha que obriga os municípios a recuar no plano de desconfinamento está fixada nos 480 casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias e os restantes concelhos ficam sob alerta quando ultrapassarem os 240 casos por 100 mil habitantes no mesmo período.

Veja aqui em que nível de risco está o seu concelho.

Na quinta-feira, a ministra da Presidência admitiu, após o Conselho de Ministros, que a situação da pandemia em Portugal continental “continua a degradar-se” devido à elevada incidência de novos casos de infeção, o que coloca o país no quadrante vermelho da matriz de risco.

Em Portugal, desde o início da pandemia, em março de 2020, morreram 17.194 pessoas e foram registados 922.747 casos de infeção, de acordo com a Direção-Geral da Saúde. 

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em países como o Reino Unido, Índia, África do Sul, Brasil e Peru.