As visitas aos cerca de 200 reclusos das alas H e C do Estabelecimento Prisional de Lisboa, colocados de quarentena devido à covid-19, foram suspensas, mantendo-se contudo as dos advogados, revelaram esta terça-feira os Serviços Prisionais.

Em resposta às questões colocadas pela agência Lusa, a Direção-Geral dos Serviços Prisionais (DGRSP) adiantou que na sequência de testes efetuados aos reclusos colocados nos serviços clínicos do Estabelecimento Prisional de Lisboa se recebeu, hoje de manhã, a informação de que "há seis casos positivos à covid 19".

Estes seis reclusos, embora assintomáticos, foram conforme o protocolado encaminhados para o Hospital Prisional de São João de Deus", esclareceu a DGRSP.

Esta entidade sob a tutela do Ministério da Justiça indica que, em articulação com a saúde pública, foi feito o levantamento de contactos de risco, tendo sido decidido colocar os reclusos das alas H e C (cerca de 200) em quarentena e fazer-se-lhes testes.

"Serão igualmente testados os trabalhadores identificados (cerca de 30) como tendo tido contactos suscetíveis de risco de contágio, sendo que a operação de testagem se iniciará na quarta-feira", conclui a DGRSP.

Entretanto, na segunda-feira à tarde foi divulgado que o Estabelecimento Prisional de Tires tinha 158 pessoas infetadas com covid-19, segundo dados fornecidos pelo Ministério da Justiça, precisando que havia 148 reclusas, duas crianças e oito trabalhadores infetados.

Este balanço baseou-se nos resultados finais dos testes à covid-19 a todos os trabalhadores e reclusas de Tires.

O surto no estabelecimento prisional de Tires, uma prisão feminina, foi conhecido na sexta-feira passada, quando foram tornados públicos 121 casos positivos de covid-19 depois de terem sido testadas 320 reclusas, sendo o primeiro surto registado numa prisão em Portugal desde o início da pandemia.

A formação escolar e profissional, o trabalho e as visitas estão suspensos na prisão de Tires, estando as reclusas a “usufruir do tempo de recreio previsto na lei”, organizado em grupos, para garantir o distanciamento físico, e com uso de máscara.

Portugal contabiliza pelo menos 3.021 mortos associados à covid-19 em 187.237 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde.

/ RL