O número de profissionais de saúde infetados no surto de covid-19 identificado no bloco operatório do hospital de Beja subiu de 23 para 26, disse este domingo à agência Lusa fonte hospitalar.

Fonte da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA) indicou que estão mais três profissionais de saúde infetados em relação aos dados avançado no sábado, nomeadamente um assistente técnico, um enfermeiro e um médico.

O surto foi identificado na quinta-feira, dia em que foram detetados os primeiros seis casos de enfermeiros do bloco operatório infetados.

Segundo a ULSBA, foram reforçadas as medidas de segurança e higiene, assim como o rastreio mais alargado aos profissionais do hospital, estando prevista a realização de cerca de mais 300 testes.

A situação "está a ser monitorizada" pela Unidade de Saúde Pública, pelo Serviço de Saúde Ocupacional e pelo Grupo de Coordenador Local do Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência aos Antimicrobianos e ao abrigo do plano de contingência no âmbito da pandemia de covid-19 da ULSBA.

Estas equipas iniciaram de imediato os procedimentos de avaliação de risco dos colaboradores, assim como o pedido de testes e isolamento dos casos suspeitos", adianta o comunicado um comunicado da ULSBA.

A ULSBA informa ainda que "estão a decorrer, com normalidade, as consultas de especialidade e outros atos médicos e de enfermagem e exames" e os utentes devem dirigir-se ao hospital de Beja "com toda a confiança, mas respeitando e cumprindo as indicações dadas".

Trata-se de indicações relativas ao distanciamento físico, à higienização das mãos, ao cumprimento da hora da consulta ou do exame e, "muito importante", o uso obrigatório de máscara no interior dos edifícios do hospital de Beja.

Na sexta-feira, a ULSBA revelou que, devido ao surto, já foram adiadas 20 cirurgias programadas, que "serão reagendadas logo que possível", salientando que "se mantém em funcionamento" a atividade cirúrgica de urgência no bloco operatório.

Na quinta-feira, questionada pela Lusa sobre se há risco de encerramento do bloco operatório do hospital, a presidente do conselho de administração da ULSBA, Conceição Margalha, disse que era "necessária uma avaliação mais correta para se poder saber se há profissionais em número suficiente para manter as escalas e o funcionamento do bloco em segurança".