A Madeira elevou este sábado para oito o número de casos de covid-19, mais um do que na sexta-feira, informou o Instituto de Administração da Saúde da região autónoma (IASAÚDE), indicando que 345 pessoas se encontram em vigilância ativa. 

No que diz respeito à caracterização destes casos confirmados, temos dois doentes do género masculino, seis doentes do género feminino, e, em relação à sua idade, temos cinco doentes com idades entre os 60 e os 69 anos e três doentes com idades entre os 70 e 79 anos", disse a vice-presidente do IASAÚDE, Bruna Gouveia.

A responsável explicou que os doentes encontram-se no internamento dedicado ao Covid-19 no Hospital Central do Funchal e a sua situação é estável.

Dos oito casos confirmados, quatro são cidadãos dos Países Baixos, que se encontravam de férias na região, e quatro são portugueses residentes na Madeira, entre os quais um profissional de saúde, que tiveram ligação epidemiológica a áreas com transmissão local da doença, nomeadamente Emirados Árabes Unidos (Dubai), Reino Unido e região de Lisboa e Vale do Tejo.

Bruna Gouveia indicou que há ainda mais um caso suspeito que aguarda resultado do exame laboratorial.

"Contabilizando todos os casos em estudo desde 29 de fevereiro, tivemos já 62 casos suspeitos e 53 foram negativos", realçou, afirmando que 345 pessoas estão em vigilância ativa no arquipélago, das quais 12 são profissionais de saúde que se deslocaram a zonas de transmissão ativa ou tiveram algum contacto com casos confirmados.

Por outro lado, 1.208 pessoas estão em vigilância passiva.

Entre as 00:00 e as 15:00 de hoje, a Linha SRS24 registou 101 chamadas, elevando para 3.190 o total de contacto desde que entrou em funcionamento a 03 de fevereiro.

A vice-presidente do IASAÚDE anunciou, também, que o processo de aferição do laboratório do Serviço de Saúde da Madeira para a realização de testes à covid-19 está concluído, pelo que os resultados passam a ser definitivos a partir de agora, não sendo necessária a validação pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

“Cumprimento rigoroso” do estado de emergência

O representante da República para a Madeira, Ireneu Barreto, apelou este sábado "veementemente" à "coordenação e cooperação" das autoridades e à "solidariedade e responsabilidade" da população para o "cumprimento rigoroso" das medidas decretadas para a execução do estado de emergência.

Só assim conseguiremos minimizar e superar os efeitos desta guerra que a pandemia [de covid-19] nos declarou", refere em comunicado de imprensa, vincando que em causa está a saúde dos cidadãos e futuro da região e do país.

Ireneu Barreto e o seu homólogo açoriano Pedro Catarino participaram sexta-feira numa reunião com o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e o primeiro-ministro, António Costa, no Palácio de Belém, com vista a "agilizar e reforçar a cooperação e os canais de comunicação" entre todas as instituições. 

Compete ao Governo da República definir o conteúdo das medidas de execução do estado de emergência para o todo nacional ? território continental e regiões autónomas, assim se assegurando o princípio do Estado unitário e a respetiva continuidade territorial", lê-se no comunicado. 

Ireneu Barreto destaca que aos representantes da República cabe "assegurar a execução daquelas medidas" no âmbito regional, em estreita cooperação com os governos regionais.

As medidas regionais ou locais tomadas na atual circunstância devem apenas enquadrar-se e complementar as medidas nacionais", sublinha. 

O representante da República para a Madeira reforça que as medidas de confinamento obrigatório ou equivalentes são determinadas pelas autoridades de saúde pública ou outros profissionais de saúde a nível nacional, regional ou local, devidamente fundamentadas e justificadas à luz de circunstâncias específicas existentes.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 271 mil pessoas em todo o mundo, das quais pelo menos 11.401 morreram.

Em Portugal, há 12 mortes e 1.280 infeções confirmadas.

/ JGR