A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, anunciou esta quarta-feira que 80% das pessoas infetadas com Covid-19 ficam em "autocuidados domiciliários", o que significa que os pacientes podem ficar no seu domicílio e ser acompanhados pelo médico de família e equipa de saúde.

Graça Freitas explicou ainda que 15% das pessoas estarão em enfermaria geral e 5% poderão necessitar de cuidados intensivos.

O Secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, disse esta quarta-feira que "Ovar é um caso que inspira uma preocupação acrescida", devido aos fortes indícios de transmissão comunitária de coronavírus .

De acordo com António Lacerda Sales, "ainda estamos no início do caminho e é preciso que não duvidem de que estas respostas, que o Ministério da Saúde está a adotar, resultam do conhecimento e da melhor evidência científica que dispomos".

Só o sacrifício individual dará origem a uma vitória coletiva. Somos coletivamente agentes de saúde pública", referiu António Lacerda Sales.

O Secretário de Estado da Saúde garante que todos os doentes oncológicos têm consultas e tratamentos assegurados, tanto no setor privado, como no público.

António Lacerda Sales reforça ainda que os doentes oncológicos e os idosos "vão ser uma das nossas grandes preocupações".

Governo aceita tudo o que privados ofereçam mas ainda não precisou

O secretário de Estado da Saúde afirmou esta quarta-feira que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) ainda não precisou de recorrer a meios dos privados para acolher doentes, mas o Estado aceita “todas as disponibilidades”.

Estamos a aceitar todas as disponibilidades”, afirmou sem especificar que meios foram oferecidos pelos hospitais e outras instituições privadas.

Elas têm de ser “integradas numa gestão estratégica, porque senão seria uma desorganização”, salientou.

Ainda não recorremos a elas, mas as disponibilidades estão concedidas. Estamos a aceitar todas e a articular com os privados. É esse plano que estamos neste momento a estudar e a realizar”.

O governante garantiu que no tratamento dos doentes infetados com o novo coronavírus será dada atenção especial “aos idosos e aos imunodeprimidos, onde se inserem os doentes oncológicos”.

Pessoas com doenças crónicas, hipertensos e doentes de cancro estão entre aqueles cuja imunidade está diminuída e terão que ser separados de outras pessoas para que não haja contágios, referiu.

Lacerda Sales reiterou que o Estado está a tentar todos os dias comprar mais máscaras e equipamentos de proteção, reafirmando que até ao fim da semana haverá “dois milhões de máscaras” distribuídas nos hospitais e mais de "150 mil equipamentos de proteção individual”.

A partir da próxima semana, este ‘stock’ será reforçado”, indicou.

O último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS), revelado há pouco, dava conta de 642 infetados, ou seja, um aumento de 194 novos casos nas últimas 24  horas.

Rafaela Laja / Atualizada às 14:50