O coordenador do Gabinete de Intervenção para a supressão da Covid-19 na Região de Lisboa, Rui Portugal, esteve na noite informativa da TVI24, para dar conta da atual situação pandémica.

Rui Portugal começou por considerar que “o que lá vai, lá vai” e reforçar que, neste momento, ”o que interessa é que possamos ter resultados positivos”.

O também especialista em Saúde Pública explicou que, quando é feita uma intervenção, não são obtidos resultados em 24 horas, nem em sete dias.

Os testes não são a panaceia da cura da Covid-19 em Portugal ou no mundo”, alertou Rui Portugal.

De acordo com Rui Portugal, tem havido um acelerar de todas as estratégias em termos de saúde pública. No entanto, este frisou que “se há testes que chegam atrasados para fazer o diagnostico é mau” e que, por isso, a rapidez da intervenção é muito relevante.

As medidas em 19 freguesias são mais pesadas para evitar a propagação

Rui Portugal defendeu ainda que a principal medida de Saúde Pública, no âmbito da pandemia de Covid-19, são os comportamentos individuais.

Os verdadeiros heróis são os que estão isolados, considerou o especialista.

Para o coordenador do Gabinete de Intervenção para a supressão da Covid-19 na região de Lisboa, as medidas nas 19 freguesias são mais pesadas para evitar a propagação. Por isso, “não deixa de haver limitações a alguns tipos de ajuntamentos”.

“Estamos um pouco como os treinadores de bancada: saberemos os resultados depois”, disse Rui Portugal, quando questionado sobre as perspetivas em relação às efetividade das medidas de restrição.

Portugal regista esta terça-feira mais oito mortes e 229 novos casos por infeção da doença Covid-19, segundo o boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS). 

O total de vítimas mortais é, agora, de 1.576, enquanto os casos confirmados como positivos são 42.141.

Portugal Continental entra em julho com três diferentes velocidades de restrições devido à pandemia da Covid-19: a generalidade do continente passa de uma situação de calamidade para uma situação de alerta, o nível mais baixo previsto, e a Área Metropolitana de Lisboa (AML) passa de calamidade para uma situação de contingência, à qual se impõe mais limites do que à situação de alerta.

Rafaela Laja