A ministra da Saúde, Marta Temido, avançou esta sexta-feira, em conferência de imprensa conjunta com a Direção-Geral de Saúde, que Portugal contabiliza 161 curtos de Covid-19.

O país tem, à data, 27 surtos do novo coronavírus na região Norte, 10 na região Centro, 107 na região de Lisboa e Vale do Tejo, 5 na região do Alentejo e 12 na região do Algarve.

De acordo com os dados do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), o risco de transmissibilidade (RT) nacional é atualmente de 1, "tendo subido ligeiramente". 

Este valor nacional (um) indica, mais uma vez, que o número de novos casos a cada geração é aproximadamente constante o que mostra a necessidade de continuar a trabalhar”, frisou a ministra.

O mais elevado RT concentra-se na região Norte (1,12), seguida pela região Centro (1,06), pela região de Lisboa e Vale do Tejo (0,98), Alentejo (0,95) e Algarve, cujo risco de contágio se situa em 0,81.

Questionada sobre uma alegada queda do número de testes à Covid-19, Marta Temido destaca "essa análise não é correta e não corresponde à realidade".

Portugal realizou cerca de 1,3 milhões de testes desde março

Portugal realizou desde março cerca de 1,3 milhões de testes à covid-19, revelou hoje a ministra da Saúde, frisando que esta é uma estratégia “intensiva e alargada” da qual o Governo se compromete “a não abdicar”.

“Portugal permanece o quinto país da União Europeia que mais testes realiza. Essa é uma informação pública. Realizamos, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, desde 01 de março até ontem [quinta-feira] mais de um milhão e 316 mil testes”, disse Marta Temido.

De acordo com a governante, a percentagem de testes realizada em março foi de 6,1%, número que subiu para 26,4% em abril, enquanto em maio se registou na ordem dos 30,2% e em junho nos 26,8%. No presente mês, com dados atualizados a quinta-feira, a percentagem é de 8,5%.

“Isto significa que já foram realizados 111 mil testes só em julho até ontem [quinta-feira]. No mês de abril foi feita uma média [diária] de 11.500 testes, em maio a média foi de 13.000 testes, em junho foi de 11.700 testes e em julho está de 13.700 testes. E há muitas entidades empregadoras e autarquias que estão a realizar rastreios de grande amplitude”, referiu Marta Temido.

A ministra da saúde, que falava na conferência de imprensa trissemanal de balanço sobre a pandemia no país ao lado da diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, garantiu que Portugal está a seguir “uma estratégia de testes a indivíduos sintomáticos e de rastreio a indivíduos assintomáticos intensiva e alargada” e frisou, ainda, a “participação de vários setores da atividade.

“Isto é algo que não pretendemos abdicar em nome da identificação precoce de casos”, garantiu.

Portugal regista esta sexta-feira mais dois mortos e 402 novos casos de infeção por Covid-19, de acordo com o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

O total de vítimas mortais sobe, assim, para 1.646, enquanto os casos confirmados são, agora, 45.679.  

Lisboa e Vale do Tejo contabiliza, agora, 21.926 infetados, continuando a ser a região onde se regista o maior número de novos casos, 342 nas últimas 24 horas.

Rafaela Laja / com Lusa