Carmen Fonseca era uma pessoa saudável até fevereiro deste ano. Aos 73 anos sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) e ficou com bastantes limitações físicas. Começou por ser internada no Hospital de São João, no Porto, e depois foi transferida para o Hospital Santo António, na mesma cidade.

Quando melhorou o seu estado físico, a mulher recebeu uma nota de alta hospitalar, sendo encaminhada para uma unidade de cuidados continuados em Gondomar, mas o pedido foi rejeitado pela equipa de coordenação local daquela rede, sem que tenha sido dada uma explicação. Essa mesma explicação só surgiria depois do contacto da TVI, e a equipa de coordenação refere que a informação fornecida pelo hospital foi escassa.

A minha mãe merece e precisa de ajuda para ter uma vida digna", refere a filha à TVI.

Já depois de o pedido ter sido rejeitado, Carmen Fonseca foi infetada com Covid-19. A mulher já venceu a doença, mas continua internada no Hospital Santo António, que lhe deu indicação para fazer os cuidados continuados em casa, junto do marido, que é doente oncológico.

O meu avô tem alguns problemas de saúde, para além de já ter alguma idade. Vai ser necessário reposicionar a minha avó várias vezes ao dia e o meu avô não tem quaisquer conhecimentos", explicou uma das netas em conversa com a TVI.

TVI tentou ouvir as entidades envolvidas, mas só o hospital respondeu, dizendo que a rede de cuidados continuados considerou que estavam reunidos os critérios para os cuidados serem prestados com apoio no domicílio.

Carmen Fonseca foi reavaliada, e o hospital informou a família de que vai referenciar novamente a doente para uma unidade de cuidados continuados.

Perante este impasse, a família acabou por recorrer a uma advogada, e admite mesmo entrar com um processo judicial.


 
Maria José Garrido