O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, afirmou esta quarta-feira que está disposto a chegar a acordo com os comerciantes do Bairro Alto que contestam a proposta da autarquia de reduzir os horários de funcionamento, escreve a Lusa.

O autarca socialista afirmou que a julgar pelos protestos, os comerciantes «não terão compreendido» o processo de discussão pública que termina sexta-feira: «Foram notificados para se pronunciarem sobre os horários e vamos ouvir o que eles têm para dizer».

Comerciantes querem mais fiscalização

Bairro Alto: horários podem mudar

Mais fiscalização de estabelecimentos, mais polícia e horários controlados são os eixos principais do plano da Câmara de Lisboa para o Bairro Alto, destacou.

«Há diferentes interesses e usos contraditórios que temos que conciliar» entre residentes e comerciantes, referiu António Costa, acrescentando que o Bairro Alto é «uma importantíssima zona de animação nocturna, não pode ser um deserto, mas queremos também que as pessoas lá vivem, que apareçam mais hotéis».

Depois do fim da consulta pública, a Câmara combinará o «formato final» da intervenção no Bairro Alto com as Juntas de Freguesia.

A Associação de Comerciantes do Bairro Alto reúne-se esta quinta-feira à tarde com a Câmara para apresentar o seu ponto de vista sobre a regulamentação de horários.

Além da regulamentação de horários, António Costa destacou a necessidade de haver «mais policiamento, mais fiscalização de estabelecimentos não licenciados que fazem concorrência desleal aos licenciados e uma acção de limpeza de graffitis numa parte do bairro».

A proposta da autarquia lisboeta pretende que cafés, restaurantes e lojas encerrem todos os dias às 00h00, os bares e casas de fado passem a encerrar às 2h00 e as discotecas ou estabelecimentos com pistas de dança encerrem à mesma hora durante a semana, podendo nas noites de quinta-feira a sábado, inclusive, encerrar às 4h00.

Vários proprietários ouvidos pela Agência Lusa criticaram a proposta de novos horários, apontando o aumento de policiamento como necessidade principal da zona.
Portugal Diário