Um total de 368 casos positivos de covid-19 entre trabalhadores, reclusos e jovens internados em centros educativos já foram registados em cerca de 20.000 pessoas da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais, informou a instituição, nesta segunda-feira.

Segundo informação enviada às redações pela Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP), os casos positivos dividem-se por 81 trabalhadores - 54 guardas prisionais, 15 profissionais de saúde, seis técnicos profissionais de reinserção social, dois auxiliares técnicos, dois professores, um auxiliar de cozinha e um segurança de empresa privada e 285 reclusos (e duas crianças filhas de reclusas do Estabelecimento Prisional de Tires).

Há ainda a registar, de acordo com a DGRSP, 152 casos recuperados, sendo 83 de trabalhadores, 65 de reclusos e quatro de jovens internados em Centros Educativos.

Assim, e ainda segundo informação da DGRSP, existem 93 reclusos e seis trabalhadores do Estabelecimento Prisional de Lisboa (EPL) que testaram positivo, faltando ainda conhecer resultados de 31 reclusos.

A DGRSP refere a propósito que, no âmbito do plano de contingência, determinou "a afetação dos reclusos positivos, genericamente assintomáticos, a uma única Ala do EPL, onde permanecerão em isolamento, separados da restante população prisional e sob vigilância e acompanhamento de pessoal clínico do EPL", tendo, entretanto, os Sapadores Bombeiros de Lisboa já procedido a duas desinfeções nas instalações do EPL.

Quanto ao Estabelecimento Prisional de Guimarães (EPG) foram testados, no sábado, todos os reclusos, tendo a totalidade dos resultados recebidos indicado haver 23 reclusos positivos naquela cadeia.

Também ao abrigo do plano de contingência, a DGRSP determinou a afetação dos reclusos positivos, genericamente assintomáticos, a um único espaço físico do EPG onde permanecerão em isolamento, separados da restante população prisional e sob vigilância e acompanhamento de pessoal clínico.

"Entre os trabalhadores do Estabelecimento Prisional de Guimarães, testados a 31 de outubro no contexto de triagem preventiva, registam-se três casos positivos que decorrem da vida privada das pessoas, tendo hoje sido novamente testados todos trabalhadores, incluindo os da empresa externa que presta serviços a este estabelecimento prisional", revela ainda a DGRSP.

Acrescenta que foi igualmente feita, com a colaboração da Câmara Municipal de Guimarães, uma desinfeção de todas as áreas comuns do EPG.

Por outro lado, após a testagem de todos os trabalhadores e reclusas do Estabelecimento Prisional de Tires (EPT), a DGRSP recebeu os resultados finais no passado dia 09, havendo 148 reclusas positivas à covid-19, duas crianças que se encontram com as suas mães e oito trabalhadores (cinco guardas prisionais, dois profissionais de saúde e uma auxiliar de cozinha de empresa externa).

As reclusas positivas, genericamente assintomáticas - indica a DGRSP - foram afetadas a um Pavilhão do EPT, onde permanecerão em isolamento, separadas da restante população prisional, e sob vigilância e acompanhamento, permanente (24 horas), de pessoal clínico do Hospital Prisional (Caxias) que foi para o efeito convocado.

"As duas crianças que acusaram positivo, e se encontram assintomáticas, estão na companhia das mães neste pavilhão que foi destinado ao acompanhamento e vigilância médica dos casos positivos à covid 19, tendo tido consulta pediátrica em hospital do Serviço Nacional de Saúde, após o que retornaram ao EPT, onde se encontram na companhia das mães", precisa a DGRSP.

A mesma direção-geral, tutelada pelo Ministério da Justiça, avança que já se realizaram novos testes às reclusas do EPT que anteriormente acusaram negativo, indo realizar-se, na terça-feira, nova testagem às que se encontram positivas.

Deste modo, no Estabelecimento Prisional de Tires, Lisboa e de Guimarães encontram-se suspensas as atividades de formação escolar e profissional e de trabalho, bem como as visitas, com exceção das dos advogados.

"Os reclusos, a quem são diariamente entregues máscaras, manterão, naturalmente, o direito legalmente consagrado a recreio a céu aberto e a telefonar. Os trabalhadores em serviço nos espaços em que se encontram alojados os reclusos positivos à covid-19 estão apetrechados com o equipamento de proteção individual adequado, nomeadamente máscaras FFP2", esclarece ainda a DGRSP.

A DGRSP realça que, em articulação estreita com a saúde pública e seguindo os seus planos de contingência, está "empenhada na contenção destes surtos", para salvaguarda da saúde dos reclusos e dos trabalhadores.

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