Cerca de 5 mil vacinas contra a covid-19 ficaram inutilizadas na sequência de uma quebra de energia elétrica no Centro de Vacinação de Famalicão, no distrito de Braga, confirmou à TVI24 a Administração Regional de Saúde do Norte.

A falha de energia aconteceu entre as 22.45 da noite de ontem e as 8.00 da manhã desta quarta-feira.

A falha energética foi circunscrita ao espaço onde está a funcionar a vacinação e inclusivamente onde estão armazenadas as vacinas", explicou o presidente da Câmara de Famalicão, Paulo Cunha. 

O centro de vacinação está instalado num complexo cedido às autoridades de saúde pela autarquia. Mas "a segurança não tem acesso ao espaço onde as vacinas estão armazenadas, é um espaço restrito, a que só as autoridades de saúde têm acesso", explicou.  Desta forma, seria impossível detetar a falhar de energia. "Quem está no exterior da sala não tem nenhum sinal do que está a acontecer."

Só ao início da manhã é que os serviços se aperceberam que tinha havido uma falha energética", que o sistema de refrigeração das vacinas esteve desligado durante toda a noite e que cerca de 5000 vacinas estavam inutilizadas -o vice-almirante Gouvela e Melo, responsável pelo plano de vacinação,  tinha falado em 2400 vacinas estragadas, na conferência de imprensa desta manhã, mas esse número foi entretanto atualizado quer pelo secretário de Estado da Saúde, Lacerda Sales, quer pela ARS Norte.

Num processo desta dimensão há sempre falhas", comentou Gouveia e Melo.

De acordo com este responsável, em quase 3 milhões de vacinas, o número de vacinas inutilizadas é "ínfimo". "O que nós temos de fazer é limitar os erros ao máximo e investigar sempre que acontece um erro desta natureza para tentar perceber as causas e corrigir essas causas", disse, garantindo que este caso está a ser investigado.

No entender do autarda, se os seguranças pudessem aceder a esse espaço esta situação poderia ter sido evitada, sendo que o que aconteceu deve levar à mudança de procedimentos.

As autoridades de saúde estão a avaliar de que forma esta situação irá comprometer a vacinação na região nos próximos dias. Para já, será dada preferência aos utentes que tenham de levar agora a segunda toma da vacina.

O secretário de Estado Lacerda Sales garantiu que estas vacinas "serão substituídas": "Não vai ficar ninguém por vacinar".

Lígia Marta / atualizada às 14.00