Esta quinta-feira não haverá briefing do Conselho de Ministros. A habitual conferência de imprensa que se segue à reunião passará para a próxima segunda-feira, dia em que serão anunciadas novas medidas de desconfinamento, apurou a TVI.

Recorde-se que, apesar de já terem sido levantadas muitas restrições, a propagação do novo coronavírus na região de Lisboa e Vale do Tejo obrigou o Governo e as autoridades de saúde a delinearem um plano alternativo.

Ao todo, 19 freguesias da Área Metropolitana de Lisboa contam com medidas mais apertadas para evitar a propagação do vírus, freguesias onde se mantém o estado de calamidade.

Governo cauteloso e atento à reabertura da economia

O Governo promete estar atento ao evoluir da pandemia em Portugal, para que ao se abrir a economia não se descontrole a pandemia, garantiu na quarta-feira o ministro da Economia.

Pedro Siza Vieira afirmou na Batalha, onde visitou uma fábrica, que Portugal “tem um nível de contágio que está relativamente estável”, apesar de já se ter começado o “processo de desconfinamento há dois meses”.

“Temos de estar atentos e ir monitorizando tudo para assegurar que ao abrirmos a economia não descontrolamos a pandemia”, sublinhou o governante.

Siza Vieira lembrou ainda que o vírus da covid-19 vai continuar na população “até haver uma vacina e um tratamento eficaz”.

“Todos temos de habituar-nos a conviver [com ele], com hábitos que nos protejam a nós e aos outros. Também a principal tarefa que como comunidade temos de assegurar é que, em cada momento, o nível de contágios não foge de controlo e que os nossos serviços de saúde tenham sempre resposta adequada para os casos mais graves. É o que estamos a fazer em Portugal”, assegurou.

Pedro Siza Vieira acrescentou que “sempre que há desconfinamento começam a crescer os casos de contágio”, como está a suceder em outros países.

Lembrando que o Reino Unido só abriu os bares e os restaurantes no último fim de semana, e Madrid há duas semanas, o governante assegurou que Portugal “começou mais cedo e mantém a situação controlada”.

Pedro Siza Vieira afirmou ainda que a retoma da economia “vai ser muito desigual”.

Redação / LF