O secretário de Estado da Saúde, António Lacerda da Sales, publicou esta sexta-feira em Diário da República o despacho com a distribuição de 950 vagas para concurso de recém-especialistas nas áreas hospitalares e de saúde pública. O anúncio já tinha sido feito pela ministra da Saúde, Marta Temido, mas o novo documento vem especificar o número de vagas para cada especialidade.

A especialidade de Medicina Interna é que vê mas vagas abertas, seguida de Anestesiologia e Pediatria.

Segundo o comunicado do Minstério da Saúde, a distribuição das 911 vagas para a área hospitalar é a seguinte:

Especialidade

Postos de Trabalho

Anatomia Patológica

11

Anestesiologia

68

Angiologia e Cirurgia Vascular

7

Cardiologia

25

Cardiologia Pediátrica

3

Cirurgia Cardíaca

2

Cirurgia Geral

47

Cirurgia Maxilo-Facial

4

Cirurgia Pediátrica

5

Cirurgia Plástica, Reconstrutiva e Estética

6

Cirurgia Torácica

2

Dermatovenereologia

13

Doenças Infecciosas

15

Endocrinologia e Nutrição

17

Estomatologia

9

Farmacologia Clínica

1

Gastrenterologia

19

Genética Médica

1

Ginecologia/Obstetrícia

31

Hematologia Clínica

11

Imunoalergologia

6

Imuno-hemoterapia

11

Medicina do Trabalho

7

Medicina Física e de Reabilitação

28

Medicina Interna

151

Medicina Nuclear

5

Nefrologia

14

Neurocirurgia

8

Neurologia

29

Neurorradiologia

7

Oftalmologia

24

Oncologia Médica

26

Ortopedia

43

Otorrinolaringologia

22

Patologia Clínica

21

Pediatria Médica

63

Pneumologia

30

Psiquiatria

49

Psiquiatria da Infância e da Adolescência

11

Radiologia

29

Radioncologia

8

Reumatologia

10

Urologia

12

Total Geral

911

O comunicado do Governo realça que este concurso "vai ao encontro do Programa do XXII Governo Constitucional", ressalvando o fortalecimento do Serviço Nacional de Saúde e da sua capacidade de resposta às necessidades da população, "através da melhoria do acesso e da qualidade, equidade e universalidade dos serviços prestados, do reforço de recursos humanos no SNS, particularmente, do recrutamento de médicos".

Governo procura dotar a rede pública de serviços de saúde de pessoal médico, procurando, em especial, contemplar nesse reforço os serviços e estabelecimentos de saúde do SNS que, por serem mais periféricos, se debatem com carências", acrescenta a nota.

A atual situação de pandemia causada pela covid-19 não é esquecida pelo executivo, que refere o aumento de exigências durante a crise sanitária. É dessa reforma que justifica também a contratação de 39 clínicos de saúde pública.

De acordo com os dados avançados pelo executivo, este concurso representa um aumento de 9,6% dos postos de trabalho face ao ano passado e um acréscimo de 30% nas vagas em comparação com a primeira época de 2016.

Redação