O Governo Regional da Madeira informou, esta segunda-feira, que a campanha de vacinação contra a covid-19 foi interrompida, depois de duas das cinco embalagens das vacinas entregues na farmácia do Hospital Dr. Nélio Mendonça apresentarem sinais de humidade externa.

Face a esta situação, a Farmácia do Hospital Dr. Nélio Mendonça comunicou de imediato com a PFIZER e recebeu indicações para não utilizar as vacinas", indicou a Secretaria Regional de Saúde e Proteção Civil, em comunicado.

A situação foi avaliada pelos técnicos da farmácia do Hospital Dr. Nélio Mendonça, em articulação com a equipa de qualidade global da Pfizer.

Cerca das 15:20, o secretário Regional de Saúde e Proteção Civil adiantou à TVI que "a vacinação foi retomada, porque as três caixas que não têm qualquer tipo de dano podem ser rapidamente utilizadas".

Em relação às outras duas, como as temperaturas se mantêm e o lockdown não foi destruído (é apenas na zona da pega, onde o papelão amoleceu), portanto estamos à espera de uma informação posterior", explicou.

No total são 23.400 doses que vão ser utilizadas.

As autoridades de saúde asseguraram que "as pessoas convocadas para a vacinação no dia de hoje serão reagendadas oportunamente".

De acordo com os últimos dados divulgados pelas autoridades de saúde da Madeira, já foram administradas na região 122.456 vacinas.

O último boletim epidemiológico difundido no domingo pela Direção Regional da Saúde (DRS) indicava que tinham sido diagnosticados no arquipélago oito novos casos de covid-19, existindo 252 situações ativas e 233 em estudo, mantendo a região os 71 óbitos.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.381.042 mortos no mundo, resultantes de mais de 162,9 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 17.009 pessoas dos 842.381 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Rafaela Laja