A ministra da Saúde disse esta sexta-feira que os laboratórios privados darão resposta a um aumento da testagem à covid-19, cumprindo a atualização da norma da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre testes a contactos de risco.

Contamos com a rede laboratorial privada, com quem já contactámos e em que precisamos todos, mais do que nunca, de nos colocarmos ao dispor do país nesta fase de viragem e sabemos que há também capacidade para aumentar significativamente, quer em testes de método clássico, quer em testes rápidos de antigénio e disponibilidade para novas metodologias”, referiu.

Em declarações prestadas à margem de uma visita ao Comando Conjunto para as Operações Militares, onde está instalado o grupo de apoio ao coordenador da ‘taskforce’ do Plano Nacional de Vacinação contra a Covid-19, vice-Almirante Gouveia e Melo, em Oeiras, a ministra da Saúde destacou a importância da revisão da norma relativamente ao rastreio de contactos e o impacto que pode ter no combate à pandemia nesta fase.

Entre os vários aspetos atualizados, temos a resposta àquilo que o ministério da Saúde tinha solicitado que fosse avaliado tecnicamente e que outras vozes vieram também sublinhar essa necessidade, que é uma utilização mais generalizada dos testes laboratoriais, sejam testes PCR ou testes rápidos de antigénio no rastreio de contactos”, começou por dizer a governante.

Marta Temido assinalou ainda que, “independentemente do nível de risco, a determinação é que todas as pessoas deverão ser encaminhadas para teste”, quer sejam contactos de alto ou baixo risco com um infetado.

“Depois, [haverá] também uma outra intensificação de rastreios em determinados ambientes numa fase em que estamos a entrar - em que começamos a perceber um decréscimo da incidência: contrariar aquilo que é a procura mais reduzida por um movimento expansionista na oferta de deteção de casos na comunidade”, acrescentou.

Paralelamente, a ministra da Saúde relembrou que a capacidade da rede laboratorial pública “foi expandida significativamente ao longo de 2020”, fruto de um “programa de alargamento da capacidade de testagem” que envolveu mais de oito milhões de euros e que permitiu elevar a média de testes diários de 6.000 para 22.000 a nível público.

“Adicionalmente, temos ainda os parceiros da academia, que têm sido preciosos e que têm uma presença territorial significativa e que em termos de capacidade de deteção em termos de testes de antigénio pode também ser muito significativa”, finalizou.

Em Portugal, morreram 14.885 pessoas dos 778.369 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

/ MJC