"Não vejo motivos para não se apoiar este plano de vacinação". Esta é a posição defendida pelo virologista João Miguel Azevedo Pereira, que considera o processo em curso bem desenhado, uma vez que, à semelhança do que acontece noutros países, "dá prioridade aos idosos e às pessoas que têm comorbilidades (...) a prioridade é dada a quem é mais frágil e a quem precisa de ser mais protegido da infeção".

Para o especialista, o problema neste momento prende-se com a escassez no fornecimento dos fármacos, uma situação, diz, terá eventualmente de ser revista.

O problema tem sido, tanto quanto nos temos apercebido, que o fornecimento das vacinas não tem acompanhado a vontade de vacinar. Esse não é um problema com o qual seja fácil de lidar. Penso que isso tem de ser revisto por parte das entidades que fizeram as negociações com a indústria farmacêutica para que, no fundo, esses contratos sejam cumpridos", até para assegurar a eficácia da vacina.

E sobre isto, José Miguel Azevedo Pereira é claro: "A prevenção a infeção não é um objetivo que tenha sido atingido por este tipo de vacinas, mas o evitar da pessoa vacinada ter uma doença grave tem sido conseguido e isso é fundamental".

Sobre o avanço da ciência, o virologista destaca o surgimento de vacinas "com uma taxa de eficácia extraordinariamente elevada".

Lara Ferin