Há uma nova variante da covid-19 a preocupar os especialistas e as autoridades, um pouco por todo o mundo. Trata-se da variante “Lambda”, classificada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como “variante de interesse”, desde 14 de junho, e já se encontra presente em 27 países, incluindo Portugal.

A variante foi descoberta no Peru, em dezembro de 2020, e desde então tornou-se a variante predominante no país.De acordo com a OMS, a variante Lambda foi responsável por 82% o dos novos casos de covid-19, entre maio e junho, no Peru – país que regista a maior taxa de mortalidade por coronavírus do mundo.

No país vizinho do Chile, já é responsável por quase um terço dos novos casos. Tais dados fizeram com que a organização classificasse como “variante de interesse”, o nível abaixo das variantes Delta ou Alpha.

Em Portugal, de acordo com o relatório do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) que será publicado esta terça-feira, esta mutação apareceu por duas vezes em análises laboratoriais em Portugal, um caso em abril e outro no início do mês de junho.

A variante Lambda (C.37), com circulação vincada nas regiões do Peru e do Chile, foi detetada em apenas dois casos em Portugal, desde abril de 2021", pode ler-se no relatório do INSA. 

Existem, no entanto, muitas dúvidas em relação à resistência desta variante às vacinas. Um estudo da New York University Grossman School of Medicine, indica que o “padrão único de sete mutações na proteína spike” presente nesta variante pode contribuir para um aumento da transmissibilidade desta mutação, no entanto, os resultados do estudo sugerem que as vacinas em circulação permanecem eficazes contra esta variante.

Apesar de tudo, a OMS defende a necessidade de aprofundar o conhecimento sobre esta mutação para poder avaliar a eficácia da vacinação.