Quase todas as regiões de Portugal Continental apresentam um R(t), índice de transmissibilidade, superior a 1. Fica de fora a região autónoma dos Açores, com 0,86.

O Algarve é o caso mais preocupante, por apresentar o valor mais alto, 1,28. Seguindo-se a região Centro com 1,24 e o Norte com 1,22. Lisboa e Vale do Tejo apresenta um índice de transmissibilidade de 1,14. 

Os dados constam do relatório semanal do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) sobre a evolução da curva da epidemia esta sexta-feira divulgado e que indica que o valor médio do Rt - que estima o número de casos secundários de covid-19 resultantes de uma pessoa infetada.

O documento revela ainda que "Portugal apresenta uma taxa de notificação acumulada de 14 dias entre 120 e 239,9 por 100.000 habitantes e R(t) superior 1, ou seja, taxa de notificação elevada e com tendência crescente"

Ao nível nacional, entre 14 e 20 de junho, o R(t) desceu de 1,21 para 1,13, no entanto, a 27 de junho observou-se um aumento para 1,17. 

Na região de Lisboa e Vale do Tejo, o R(t) passou de 1,27 para 1,13 entre 14 e 27 de junho: "Este resultado sugere uma desaceleração do aumento do número de novos casos neste período de tempo, ou seja, o número de novos casos mantém-se a crescer, mas mais devagar".

Por outro lado, na região Algarve observa-se “um aumento acentuado” do índice de transmissibilidade, tendo passado de 1,07 em 27 de maio para 1,41 a 14 de junho. Desta data em diante o R(t) decresceu para 1,30 a 26 de junho, mantendo-se, no entanto, ainda em valores elevados.

Cláudia Évora