Não são só os pais e os educadores que têm um enorme desafio pela frente. Na reabertura das creches, já no próximo dia 18, também as crianças vão deparar-se com um cenário nunca antes vivido.

Com a Direção-Geral de Saúde (DGS) a reconhecer que os riscos nunca desaparecem totalmente, algumas das orientações que farão parte do novo quotidiano das instituições já são conhecidas, segundo a Renascença.

São elas:

- Uso de “máscara cirúrgica” pelos profissionais e pelas crianças com idade superior a 6 anos;

- Existência de um dispensador de gel desinfetante por sala;

- Não utilização de sistemas de ar condicionado em sistema de recirculação;

- Arejamento frequente dos espaços com abertura de portas e janelas;

- Rigor na higiene de todos os espaços, com reforço de ações de limpeza e descontaminação, incluindo limpeza de mesas e cadeiras entre turnos nas cantinas;

- Distanciamento entre crianças nas pausas e espaços de refeição;

- Berços, camas ou catres sempre utilizados pela mesma criança e com espaçamento mínimo de 2 metros entre si;

- Espaçamento de 2 metros entre crianças;

- Divisão de turmas, tornando-as mais pequenas;

- Turmas fixas, ocupando diariamente o mesmo espaço, com o mesmo educador e com os mesmos circuitos de circulação;

- Mesas de trabalho orientadas no mesmo sentido;

- Material didático não deve ser partilhado entre as crianças;

- Os brinquedos pessoais ficam em casa;

- Os pais devem disponibilizar calçado para uso exclusivo no interior das creches;

- Os pais não podem entrar nas creches, devendo a entrega e receção das crianças ser feita de forma individual;

- No caso do transporte das crianças em viaturas disponibilizadas pelas creches, ou empresas prestadoras desse tipo de serviço, serão aplicadas as mesmas regras em vigor para os transportes públicos, ou seja, o uso de máscaras será obrigatório;

- Existência de área de isolamento de casos suspeitos de Covid-19, com circuitos definidos e isoláveis;

- Garantia de substituição de funcionários doentes;

- Encerramento de espaços não utilizados;

Para garantir a máxima segurança na reabertura das instituições, mais de 11 mil funcionários de creches de Lisboa e Vale do Tejo estão desde sexta-feira a ser chamados para realizar testes de despiste ao novo coronavírus.

Com este programa, de caráter nacional, pretende-se testar os cerca de 29 mil trabalhadores das mais de 2 mil creches de todo o país. 

Lara Ferin