Entrou, esta quarta-feira, em vigor o confinamento parcial nos 121 concelhos do país, que apresentam um “elevado risco de contágio” por covid-19.

As novas restrições visam minimizar os contactos sociais, bem como evitar as deslocações não-essenciais dos habitantes destas localidades.

Bernardo Gomes, médico de saúde pública, vê com bons olhos a implementação de novas medidas restritivas. No entanto, o especialista lembra que estas novas restrições levam tempo a fazer efeito e revela que o número de casos que vai surgir na próxima semana já é inevitável.

A história dos próximos sete dias já foi escrita”, referiu.

 

Elisabete Ramos, presidente da Sociedade de Epidemiologia, reiterou que as medidas restritivas que têm vindo a ser implementadas não têm resultados imediatos.

A professora da Universidade do Porto revela que o impacto de uma medida, neste cenário pandémico, só terá efeito cerca de duas semanas depois de ter sido implementada.

Temos de pensar que as medidas não têm efeito imediato”, alertou.

 

“Tenho casamento marcado para sábado. Posso realizar a cerimónia?”

A telespectadora Carla Abreu gostaria de saber se pode realizar o casamento que tem marcado para o próximo fim de semana.

Bernardo Gomes, médico de saúde pública, garante que, do ponto vista médico, não permitiria que se realizassem este tipo de eventos por fomentarem o surgimento de surtos.

“Os transportes públicos são realmente seguros?”

O telespectador Alberto Dias tem dúvidas sobre o risco de contágio a que está exposto nos transportes públicos.

Elisabete Ramos, presidente da Sociedade de Epidemiologia, explica que habitualmente os passageiros têm cuidados redobrados, por saberem que estão num ambiente de potencial risco de contágio, daí existirem poucos casos infeção conectados com os transportes públicos.

Celso Cunha, virologista, explicou que o SARS-CoV-2, vírus responsável pela doença covid-19, é agressivo em comparação com outros organismos semelhantes.

No entanto, o novo coronavírus é menos perigoso do que o SARS-CoV, que foi responsável pela pandemia de 2003.

É um vírus agressivo, mas não como o que causou a epidemia em 2003”, reiterou.

 

Os testes PCR fazem distinção entre os vários coronavírus?

Na “Hora da Verdade – Especial Covid-19”, uma parceria entre a TVI e o jornal Observador, testa a veracidade de algumas das teses ou teorias que circulam nas redes sociais.

Carla Jorge Carvalho, jornalista do Observador, explicou que existem identificados pela comunidade cientifica sete coronavírus diferentes.

No entanto, a jornalista explica que o teste PCR, ou da zaragatoa, foi idealizado para reconhecer o material genético do vírus responsável pela covid-19, conhecido por novo coronavírus ou SARS-CoV-2.

Nuno Mandeiro