Esta sexta-feira, no programa "Segunda Vaga", da TVI24, procurámos perceber o que vai mudar com a declaração de um novo estado  de emergência. Será que vamos ter um cenário semelhante ao que se verificou nos meses de março e abril? Vamos voltar a um confinamento total?

A professora de saúde pública Inês Fronteira refere que se tem verificado nos últimos dias um excesso de mortalidade por covid-19 em vários países europeus.

A epidemiologista lembra que o SARS-CoV-2 se transformou numa pandemia do medo e receio que está a afastar a generalidade da população das unidades de saúde.

Há um excesso de mortalidade que não ocorre só em Portugal”, explicou.

 

Quais as diferenças entre este estado de emergência e o anterior?

O telespectador Rómulo César, de Alverca do Ribatejo, quis saber o que vai mudar neste novo estado de emergência em comparação com o de março e abril.

O advogado Telmo Semião explica que o novo estado de emergência será uma versão mais leve do anterior. Desde logo, porque não existe um confinamento obrigatório geral, mas sim um dever cívico de recolhimento aplicado apenas aos 121 concelhos considerados de elevado risco de contágio.

António Paulo foi uma das pessoas infetadas por covid-19 na primeira vaga da pandemia.

O recuperado conta a experiência, lembrando que esteve cinco meses internado.

Estive cinco meses internado”, lembrou.

 

Hugo Marques Dias trabalha numa empresa de telecomunicações e está em teletrabalho desde o início da pandemia.

O engenheiro explica que a nova metodologia de trabalho através das residências dos funcionários veio acelerar o processo de digitalização das empresas, mas que é necessário encontrar um modelo híbrido depois da pandemia de covid-19.

Veio acelerar o processo de transformação digital das empresas”, concluiu.

 

Nuno Mandeiro