A Direção-Geral da Saúde sublinhou esta terça-feira, na reunião do Infarmed, que a incidência cumulativa a 14 dias por 100 mil habitantes revela uma "trajetória descendente" que, na sua taxa de notificação, teve pico a 29 de janeiro - com 1669 casos por 100 mil habitantes.

Tivemos uma consolidação desta tendência decrescente”, afirma o especialista André Peralta Santos, sublinhando que a 9 de Janeiro, na altura em que foi feita a última reunião do Infarmed, a curva da incidência estava a subir.

Também a mortalidade parece estar a diminuir, tendo existido uma "formação clara de um pico na primeira semana de fevereiro" após um aumento três vezes superior, quando comparado com dezembro.

A incidência da doença no grupo etário superior aos 80 anos terá explicado a pressão observada nos serviços de saúde, mas Peralta Santos afirma que, de momento, as hospitalizações em UCI não têm uma tendência definida. A faixa entre os 60 e os 80, em dezembro, foi a que teve maior incidência.

"Todas as idades têm tido uma tendência decrescente. As faixas etárias com idades acima dos 60 anos são alvo de mais internamento e há um grande aumento da incidência da faixa etária superior a 80 anos, o que ajuda a explicar a pressão sobre os sistema de saúde", referiu.

Em termos geográficos, o mês de janeiro na região Norte foi muito semelhante àquele registado nos dois meses anteriores. De 31 de janeiro a 6 de janeiro ocorreu um "decréscimo generalizado" na incidência.

Em Lisboa e Vale do Tejo, por outro lado, existiu um "crescimento bastante rápido": só em janeiro a incidência cresceu quatro vezes mais.

André Peralta Santos sublinhou ainda que a progressão da nova variante foi mais predominante em Lisboa e Vale do Tejo, Coimbra e no litoral Alentejano. Esta estirpe é, no entanto, menos prevalente no Norte.

O especialista da DGS entende também que as medidas mais restritivas foram essenciais para baixar os níveis de incidência da covid-19.