O conselho de diretores da Universidade do Porto (U.Porto) decidiu esta sexta-feira que quando for “exequível” os exames podem ser realizados à distância e que cada faculdade pode criar uma época especial para os estudantes impossibilitados devido à pandemia.

Em resposta à agência Lusa, a Universidade do Porto afirmou que o conselho de diretores das 14 unidades orgânicas se reuniram para analisar e ponderar sobre o decreto do Governo que determina a suspensão das atividades letivas e não letivas presenciais, sem prejuízo das épocas de avaliação em curso.

No âmbito da reunião extraordinária, ficou decretado que quando a faculdade considerar “exequível e justo” para todos os estudantes os exames podem ser realizados à distância.

Paralelamente, quando tal não for “adequado ou justo”, uma vez que muitos exames já foram realizados, devem ser “mantidas as avaliações presenciais, de acordo com o calendário previsto”.

O conselho de diretores da U.Porto decidiu também que, caso seja entendimento da faculdade, pode ser criada uma época especial, preferencialmente no fim do ano letivo, aberta aos estudantes que “justificadamente e no contexto pandémico estejam impossibilitados de comparecer nas épocas em curso”.

Na quinta-feira, em declarações à agência Lusa, o presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) afirmou que as medidas anunciadas pelo Governo para as universidades surgem “na altura certa”.

O anúncio vem na altura certa, na medida em que havia algumas universidades nas zonas do país onde a situação é mais critica neste momento, que estavam a ter alguma dificuldade em manter um clima de confiança dentro das instituições”, afirmou António Sousa Pereira.

O presidente do CRUP e também reitor da Universidade do Porto disse esperar que as medidas “contribuam para achatar a curva e controlar a difusão da doença”, mas também a tranquilizar as pessoas.

O primeiro-ministro, António Costa, anunciou na quinta-feira que “no âmbito da autonomia universitária”, as instituições do ensino superior “devem adotar as devidas medidas, tendo em conta que alguns dos estabelecimentos estão neste momento em avaliações e poderão ter de reajustar esse calendário de avaliações”.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.092.736 mortos resultantes de mais de 97,4 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

. / HCL