A Direção-Geral de Saúde e o INSA afirmam que, até 16 de junho, foram identificados 157 casos da linhagem Delta do novo coronavírus.

Existe transmissão comunitária desta variante, mais evidente na região de LVT", afirma o relatório de monitorização das Linhas Vermelhas.

Desde o último relatório, foram contabilizados 65 novos casos, maioritariamente do sexo masculino (66,9%) com uma idade mediana à data do diagnóstico de 36 anos.

A maior parte dos casos residiam na região de LVT (77,7%) e região do Centro (7,8%) e a principal nacionalidade era a portuguesa (52,9%), seguida da nacionalidade nepalesa (21,7%).

Dos 157 casos, 21 apresentam a mutação adicional K417N. "Seguindo as recomendações internacionais, a presença desta mutação (a qual está também presente na variante associada à África do Sul) será devidamente monitorizada", alertam as autoridades de saúde.

A proporção de casos da variante Delta importados foi de 8,3%. Cerca de 25% apresentaram contacto com outros casos da mesma variante.

No entanto, não foi possível estabelecer uma ligação epidemiológica para 35,7% dos casos. Isto verifica-se, principalmente, em casos de infeção por residentes na região de LVT, "o que suporta que a transmissão comunitária desta variante está bem estabelecida nesta região", conclui o relatório.

De acordo com as autoridades de saúde e mantendo-se a taxa de crescimento já registada, "o tempo para atingir a taxa de incidência acumulada a 14 dias de 120 casos/100 000 habitantes será inferior a 15 dias para o nível nacional e na região do Algarve"

Este limiar já foi, no entanto, ultrapassado na região de Lisboa e Vale do Tejo que poderá ultrapassar o limiar da incidência acumulada a 14 dias de 240 casos por 100 mil habitantes em menos de 15 dias.