O pai da criança portuguesa que foi alvo de uma tentativa de rapto em Londres na quinta-feira contou à TVI como tudo aconteceu. O progenitor, que pediu para não ser identificado, afirmou ainda que não obteve ajuda nem da Embaixada de Portugal em Londres nem do Consulado.

O progenitor disse que tudo aconteceu pelas 14:30, em Oxford Street, no centro de Londres, à porta dos armazéns Selfridges.

A criança, de seis anos, ia de mão dada com a mãe e o pai ao lado quando um homem se cruzou com eles. O indivíduo agarrou a criança pela cintura e "meteu-o debaixo do braço".

Ficou parado à nossa frente. Ele levava um casaco comprido. Toda a gente ficou sem reção, temendo um atentado", contou.

"Depois de eu o ameaçar, ele seguiu calmamente, gritámos polícia e ele seguiu no meio da multidão. Corri com os polícias e ele foi imobilizado no passeio", descreveu o pai. 

Segundo o testemunho do pai, as pessoas fizeram um cordão de proteção à volta da família que estava nervosa com toda a situação. O homem pediu então à irmã que contactasse a embaixada de Portugal em Londres, mas foi-lhe dito que a polícia resolvia a situação ou para contactarem o consulado. O Consulado pediu para enviarem um email, mas até agora não obtiveram resposta. 

Estávamos nervosos, com dificuldades em falar inglês, liguei para a minha irmã, em Portugal, que contactou a embaixada em Londres para nos ajudarem. Foi-lhe dito que a polícia resolvia e que se quiséssemos que ligássemos para o consulado. O consulado mandou-nos enviar um email. A polícia de Londres foi espetacular, Os armazéns Selfridge também, arranjaram maneira de chegarmos a horas ao avião, com todas as comodidades e em segurança. Da parte do Consulado, zero."

Entretanto, as autoridades londrinas contactaram esta família de Matosinhos e informaram que o suspeito tem problemas mentais e que foi internado compulsivamente num hospital psiquiátrico, estando afastadas motivações sexuais ou ligadas a algum ato de terrorismo.