As autoridades marítimas identificaram a alegada autora de uma denúncia anónima que referia que uma criança tinha sido atirada ao mar em Portimão, tendo o processo sido remetido para o Ministério Público, disse este domingo fonte da Marinha.

Em declarações à agência Lusa, o comandante do Porto de Portimão, Rodrigo Gonzalez dos Paços, especificou que as autoridades marítimas conseguiram identificar uma mulher, residente em Portimão (distrito de Faro), como sendo a presumível autora de “um documento eletrónico enviado na passada quinta-feira e que reportava que uma criança de três meses tinha sido atirada ao mar na Praia da Rocha”.

O correio eletrónico tinha como conteúdo ‘criança de três meses jogada ao mar na Praia da Rocha, por favor procurem a criança’", explicou o responsável.

Segundo Rodrigo Gonzalez dos Paços, logo após ter sido recebida a comunicação, "foram desencadeados os procedimentos de busca no mar e em terra, verificando-se ao fim de várias horas que se tratava de um falso alarme”.

As operações, que decorreram durante a tarde de quinta-feira, envolveram vários efetivos e meios da Polícia Marítima, da Estação Salva-Vidas de Ferragudo, da Proteção Civil, da Guarda Nacional Republicana e dos bombeiros voluntários de Portimão.

Rodrigo Gonzalez dos Paços indicou que as diligências efetuadas pela Polícia Marítima permitiram “chegar à alegada autora do ‘mail’, uma mulher que, ao que foi apurado, tem já um histórico de processos semelhantes”.

Quando confrontada, a senhora chegou a reportar três sítios diferentes de onde a criança teria sido atirada - primeiro na Praia da Rocha, depois perto do farol da mesma praia e, por fim, teria sido de um 16.º andar de um prédio em Portimão”, referiu.

O comandante do Porto de Portimão acrescentou que o processo foi remetido para o Ministério Público e para a Polícia Judiciária “para que a alegada autora do ‘mail’ seja processada criminalmente por falso alarme”.

/ Publicado por MM