O Ministério Público deduziu acusação contra um administrador de insolvência que vendeu um imóvel por quase um terço do valor devido e ficou com o dinheiro, em Valongo, no distrito do Porto, informou esta terça-feira a Procuradoria Regional.

Na sua página de Internet, a Procuradoria Regional do Porto conta que uma instituição bancária, credora com hipoteca sobre o imóvel, rejeitou uma sugestão do arguido para venda do prédio por negociação particular pelo valor de 125 mil euros e informou-o que o valor mínimo a publicitar deveria ser 240.100 euros.

Mas, segundo a acusação, citada pela Procuradoria, o administrador de insolvência acabou por nem vender o imóvel pelo valor reclamado, nem sequer pelo que sugeria, fazendo apenas por 87.500 euros.

O negócio foi consumado em 9 de outubro de 2013 e, dois dias depois, o administrador de insolvência depositou o dinheiro na conta da massa insolvente, acabando por levantar todo o montante, em notas e em três operações distintas, entre 24 de outubro e 10 de dezembro do mesmo ano.

O arguido está acusado por prevaricação e peculato no exercício das funções de administrador da insolvência de um casal, num processo iniciado em novembro de 2012 no tribunal de competência genérica de Valongo e que entretanto transitou para o Juízo de Comércio de Santo Tirso.

O Ministério Público pede que o arguido seja também condenado a entregar ao Estado este valor, por corresponder à vantagem que teve com a prática do crime.

/ JGR