A PJ deteve esta quinta-feira dois empresários e uma advogada de uma organização criminosa transnacional, suspeitos de branquear quantias resultantes da prática de ilícitos contra o património cometidos em França e no Reino Unido, anunciou aquela polícia.

Na sequência das oito buscas realizadas nos concelhos do Porto, Vila do Conde, Vizela e Lisboa, foram detidos três indivíduos, dois empresários do sexo masculino (um deles de nacionalidade francesa) e uma advogada, com idades compreendidas entre os 40 e os 50 anos, fortemente indiciados pelos referidos crimes”, acrescenta a informação disponibilizada pela PJ.

As detenções foram levadas a cabo pela Diretoria do Norte da PJ, no âmbito de inquérito titulado pelo Ministério Público – DIAP (Departamento de Investigação e Ação Penal) do Porto.

O comunicado adianta ainda que a investigação “alicerçada na informação recolhida pela Unidade de Informação Financeira da Polícia Judiciária” permitiu concluir que “esta organização criminosa de caráter transnacional utilizou um conjunto de contas bancárias nacionais, criadas para o efeito e tituladas por sociedades igualmente constituídas com esse fito, que serviram de veículo para branqueamento de importâncias resultantes da prática de ilícitos contra o património cometidos em território europeu, nomeadamente na França e Reino Unido”.

Para o efeito, continua a PJ, a organização “servia-se de ‘homens de palha’ recrutados em território estrangeiro e que se deslocavam a Portugal” com o “propósito de formalizar a constituição das sociedades e abertura de contas bancárias”.

Foram identificados movimentos bancários no montante de 1,7 milhões de euros, havendo, contudo, a convicção da existência de montantes substancialmente superiores”, lê-se ainda na nota de imprensa.

Segundo a polícia de investigação, a operação policial envolveu cerca de 50 elementos, incluindo a participação de Magistrados Judiciais e do Ministério Público, tendo sido apreendida documentação diversa relativa à prática dos factos.

Os detidos “vão ser presentes à competente autoridade judiciária para primeiro interrogatório judicial e aplicação das medidas de coação tidas por adequadas”, acrescenta o documento.