O Conselho de Prevenção da Corrupção (CPC) recebeu 763 comunicações dos tribunais o ano passado, uma ligeira diminuição em relação a 2019, das quais 738 sobre procedimentos criminais, indica um relatório anual divulgado esta terça-feira.

Rui Cardoso, ex-presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, considera que é importante distinguir entre o número de denúncias feitas e o número de acusações formais feitas pelo Ministério Público.

Rogério Alves sublinha que a corrupção, tal como os outros crimes, a capacidade de combater esses fenómenos é sempre muito reduzida, quando comparada com o universo de crimes em questão. O comentador da TVI sublinha ainda que o fenómeno da corrupção tem de ser combatido “fora do julgamento”.

O fenómeno da corrupção combater-se-ia muito eficazmente se administração pública funcionasse como a administração fiscal. A administração fiscal é a prova que quando o homem quer, as coisas funcionam”, rematou.

Para Miguel Guedes, a corrupção é “uma espécie de peste endémica na democracia portuguesa” e que tem tido um tratamento “levezinho e poucochinho” em todo o nosso regime democrático.

Isso cria uma sensação de enorme insegurança e de um enorme desleixo”, explicou.

Francisco Mendes da Silva afirmou-se “pessimista” por achar que é um problema endémico, no entanto, diz-se otimista no progresso que tem sido feito no combate à corrupção no nosso país.

Eu julgo que a corrupção resulta de vários instintos humanos e, por isso, vai sempre existir”, reparou.

Redação / JGR