O Tribunal de Instrução Criminal de Guimarães aplicou prisão preventiva a um militar da GNR suspeito de envolvimento em burlas a idosos, num valor que poderá ascender a centenas de milhares de euros, avançou esta sexta-feira fonte policial.

Segundo a fonte, a mulher daquele GNR, também arguida no processo, fica proibida de frequentar o tribunal onde estava a estagiar para juíza.

O pai do GNR fica obrigado a apresentações em posto policial.

Segundo um comunicado da PJ, os três são suspeitos de desenvolveram aquela atividade criminosa “ao longo de vários anos”, na zona do distrito de Braga e num município do distrito de Vila Real.

Os suspeitos abordariam as vítimas, de idade avançada, alegando problemas com a justiça de um deles.

Desta forma, obtiveram financiamentos avultados na ordem das centenas de milhares de euros, que parte dos suspeitos gastaram de forma faustosa, após dissimulação em várias contas bancárias”, refere o comunicado.

Estes suspeitos são o GNR e a mulher, residentes em Fafe.

Os detidos estão “fortemente indiciados” pela autoria de crimes de burla qualificada, associação criminosa, branqueamento de capitais, fraude fiscal e detenção de arma proibida.

Os suspeitos foram detidos no cumprimento de mandados emitidos pelas autoridades judiciárias competentes da Comarca de Braga.

Da realização de quatro buscas, resultou a apreensão de “várias” viaturas de gama alta, vestuário e acessórios, telemóveis e equipamentos informáticos, bem como “vasta” prova documental.