Um grupo de 15 pessoas foi detido pela Judiciária por alegadamente burlar em mais de três milhões de euros a Segurança Social, recorrendo a elementos falseados para obter subsídios de desemprego, de doença e pensões de reforma.

Dos 15 suspeitos agora detidos - sendo 11 homens e quatro mulheres -, com idades compreendidas entre os 22 e os 60 anos, está também «um funcionário da Segurança Social», revela a Polícia Judiciária, num comunicado enviado esta terça-feira à comunicação social.

O grupo atuava de «forma organizada e concertada» e a prática das «sucessivas burlas tributárias à Segurança Social», ultrapassou o montante de «três milhões de euros», acrescenta a mesma nota de imprensa.

Segundo a Judiciária, o grupo, que demonstra conhecimento dos procedimentos de instrução e atribuição de subsídios, «obtinha prestações sociais no âmbito dos subsídios de desemprego, de doença e de pensões de reforma mediante recurso a elementos falseados».

As detenções foram realizadas pela Polícia Judiciária, através da Diretoria do Norte, em inquérito titulado pelo Ministério Público de Vila Nova de Gaia, que desencadeou uma «vasta operação», denominada «Operação Teia social», visando «a cessação e desarticulação da atividade criminosa» do grupo de 15 pessoas.
Redação / LF