O ministro da Saúde disse hoje esperar que não voltem a ocorrer situações como a morte de um jovem em dezembro de 2015 no hospital de S. José, em Lisboa, enquanto aguardava por uma cirurgia a um aneurisma cerebral.

Questionado sobre este caso, o ministro Adalberto Campos Fernandes disse não comentar decisões da justiça indicando apenas esperar que não voltem a ocorrer casos idênticos.

O Ministério Público (MP) arquivou o inquérito à morte de um jovem no Hospital de São José, em Lisboa, em 2015, enquanto aguardava por uma cirurgia a um aneurisma cerebral.

O ministro disse ainda que desde fevereiro de 2016 que está em funcionamento em Lisboa uma urgência metropolitana aos fins de semana onde foram já tratados mais de 120 doentes “num quadro de total normalidade”.

“Isso é que cumpre ao Governo fazer, responder rapidamente quando são identificadas falhas ou problemas de articulação”, disse Adalberto Campos Fernandes.

A 14 de dezembro de 2015, um jovem de 29 anos morreu no Hospital São José vítima de um aneurisma cerebral por alegada falta de assistência médica especializada.

Nesta sequência, os presidentes da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), do Centro Hospitalar de Lisboa Central e do Centro Hospitalar Lisboa Norte demitiram-se.

Quanto às responsabilidades políticas e civis ou administrativas por parte de dirigentes e administrações regionais ou setoriais, o MP entendeu que as mesmas resultam de “ato ou omissão no desempenho de cargo ou função e não de ato ilícito, culposo e punível”.

“Relativamente aos profissionais de saúde, em nenhuma das condutas médicas efetuadas (seja na avaliação, seja no percurso do internamento) resultou indiciado que estes tivessem violado as leges artis”, salientou.

A procuradoria revelou que o inquérito foi dirigido pelo MP na 6.ª secção do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa.

A família do jovem que morreu no hospital de S. José enquanto aguardava por uma cirurgia a um aneurisma cerebral, em dezembro de 2015, admite pedir a abertura de instrução depois do Ministério Público (MP) ter arquivado o processo.

A advogada da família, em declarações à agência Lusa, considera que há “importantes aspetos que não foram suficientemente investigados” pelo Ministério Público.

Para Cristina Malhão, a decisão da transferência de David Duarte do hospital de Santarém para o Hospital de S. José, em Lisboa, “não está suficientemente esclarecida”.