A Associação Nacional dos Deficientes Sinistrados no Trabalho (ANDST) manifestou-se hoje contra as novas regras de financiamento de organizações de deficientes, defendendo que os cortes inviabilizariam o seu trabalho e violam até convenções internacionais, noticia a Lusa.

Numa carta dirigida ao ministro da Solidariedade e Segurança Social, a associação indica que esperava que em 2012 se mantivesse o financiamento de 85 mil euros conseguido o ano passado, mas que com as novas regras apresentadas pelo Instituto Nacional para a Reabilitação só se pode candidatar a «três projectos anuais de montante máximo de 5.000 euros cada».

Para a ANDST, isto «inviabilizaria todo um trabalho de apoio social que vem sendo prestado, desde há várias décadas, a pessoas com deficiência, levaria ao despedimento dos colaboradores da Associação e até a um eventual encerramento das suas actividades».

Além disso, aponta a associação, um corte destes «violaria o princípio de protecção da confiança», a Constituição e os princípios da Convenção Europeia dos Direitos das Pessoas com Deficiência ratificada por Portugal.

A associação reclama participar na revisão de critérios de financiamento e exige que o financiamento se deve manter «no mínimo» com os montantes atribuídos em 2011.

A ANDST afirma ser a única virada para os sinistrados no trabalho e ter mais de 14 mil associados, que veriam um agravamento da «pobreza e da exclusão» se deixassem de ter o seu apoio.