Nove dos 16 chefes de equipa das urgências do Hospital de Braga demitiu-se em bloco esta segunda-feira, confirmou a TVI24 junto do Sindicato Independente dos Médicos (SIM). 

Em causa, estão questões relacionadas com a remuneração, com a falta de condições de trabalho e ainda o “desinvestimento” no Serviço Nacional de Saúde.

O hospital disse, no entanto, estar a garantir o normal funcionamento do serviço e que as demissões em nada alteram a resposta da urgência. 

O conselho de administração está em conversações para encontrar rapidamente "um consenso célere entre todos os intervenientes”.

Em declarações à TVI24, o secretário-geral do SIM manifestou solidariedade para com os demissionários e disse "basta" ao aumento de prestadores de serviço. Explicou ainda que estas equipas de urgências já ultrapassaram as 400 e 500 horas extraordinárias. 

Basta de falta de médicos nas equipas, basta do aumento progressivo de prestadores de serviço que, aliás, o ano passado representaram 140 milhões de euros no Serviço Nacional de Saúde. E também não é possível pedir mais trabalho aos médicos que, neste momento, estão escalados para essas equipas de urgências, já que muitos deles já ultrapassaram as 400 e 500 horas extraordinárias."

Jorge Roque da Cunha referiu ainda que o Ministério da Saúde e o conselho de administração da ARS Norte têm de encontrar uma solução para este problema, caso contrário "o Serviço Nacional de Saúde não terá capacidade de responder aos portugueses".

António Rosa / CE - Notícia atualizada às 21:29