As operações de drenagem da água das pedreiras onde ocorreu o deslizamento de terras recomeçaram na manhã desta quarta-feira com a instalação de 400 metros de mangueira para drenar a água de um dos poços. Os trabalhos foram retomados cerca das 8:40.

Uma das extremidades da mangueira é ligada a uma motobomba e a outra a uma conduta de águas pluviais, instalada na zona das pedreiras, junto à estrada entre Borba e Vila Viçosa.

A Solubema, do setor dos mármores, está no local a realizar este "trabalho gratuitamente", segundo disse hoje aos jornalistas fonte da empresa, prevendo que a mangueira possa começar a drenar água até ao final da manhã.

Neste "espelho de água" é onde está o corpo da segunda vítima confirmada, operário das pedreiras, e a retroescavadora arrastada. As operações em curso visam retirar este segundo corpo.

Segundo a mesma fonte, na tarde de hoje, vão ser esticados, pelo menos, mais 600 metros de mangueira, ligadas a três motobombas, para drenar a água do segundo poço, que tem cerca de 250 mil metros cúbicos de água e 50 metros de profundidade.

Na terça-feira à noite, o comandante distrital de operações de socorro (CODIS) de Évora, José Ribeiro, já tinha avançado que hoje iriam decorrer as operações de drenagem da água das pedreiras onde ocorreu o deslizamento de terras. Desta forma, acrescentou o responsável, "com a drenagem dos dois planos de água das pedreiras", a Proteção Civil acredita que terá "condições para operar e, essencialmente, fazer o reconhecimento com maior qualidade de todo o espaço".

Na terça-feira, José Ribeiro, disse que um dos corpos foi retirado da pedreira perto das 14:50.

O Ministério Público instaurou, entretanto, "um inquérito para apurar as circunstâncias que rodearam a ocorrência", referiu a Procuradoria-geral da República, em resposta enviada à agência Lusa.

O Governo já pediu uma inspeção ao licenciamento, exploração, fiscalização e suspensão de operação das pedreiras situadas na zona de Borba.