O prazo para a desocupação do parque de campismo da praia de Faro termina, este domingo, para que a autarquia possa avançar, na segunda-feira, com a tomada de posse daquele espaço, encerrado ao público desde 2003.

A Câmara de Faro anunciou na terça-feira a intenção de processar a Associação de Utentes e Amigos do Parque de Campismo de Faro e as pessoas que, até hoje, não desocupassem o parque, admitindo pedir uma indemnização caso não consiga avançar de imediato com a requalificação do espaço, cujo início já foi travado por uma providência cautelar.

Em 11 de novembro, a autarquia anunciou que iria tomar posse do parque de campismo da praia de Faro no dia 25 de novembro, após o Tribunal Administrativo e Fiscal de Loulé ter considerado improcedente a providência cautelar apresentada pelos utentes, num processo que se arrasta há vários anos.

Depois de ter encerrado ao público, em 2003, o parque de campismo continuou a ser utilizado por quem já lá estava, tendo passado, em 2010, para a gestão da associação de utentes, através de um contrato de comodato com a autarquia.

O município denunciou esse contrato em setembro de 2018, dando o prazo de um ano para o parque ser desocupado, mas a associação apresentou, no passado mês de setembro, uma providência cautelar para tentar travar a saída.

Depois de efetuadas as obras, orçadas em 445 mil euros, com um prazo previsto de seis meses, o parque de campismo da praia de Faro contará com 200 lotes para tendas e 30 a 40 lotes para autocaravanas.

O espaço ficará sob gestão municipal e terá um regulamento próprio, que o executivo está a preparar e vai levar a reunião de câmara em dezembro.