O Bloco de Esquerda (BE) questionou esta segunda-feira o Ministério da Saúde sobre a alegada demissão de 200 profissionais no Hospital de Cascais.

Através de um requerimento entregue na Assembleia da República, o BE pretende ainda ser informado acerca da actividade desempenhada e encargos previstos para 2012, noticia a agência Lusa.

O grupo parlamentar do BE afirma que diversos trabalhadores do Hospital de Cascais têm manifestado preocupações sobre a necessidade de reduzir a produção assistencial em 2012, que implicaria a dispensa de 200 profissionais, dos quais 70 são médicos.

«Generaliza-se a preocupação entre os profissionais do Hospital de Cascais quanto ao futuro quer da actividade assistencial por ele prestada quer quanto à possibilidade da gestão privada vir a dispensar, em 2012, um número muito significativo de trabalhadores», lê-se no requerimento.

Além disso, acrescenta o BE, «outras informações referem que a despesa mensal em 2011 excedeu em cerca de um milhão de euros o valor da dotação contratada com o Estado».

Assim, consideram necessário esclarecer «de forma clara e definitiva os planos do Governo e da sociedade gestora para o ano de 2012, acabando com a instabilidade e intranquilidade que se vive entre os profissionais do Hospital de Cascais que, a persistirem, não deixarão de se reflectir negativamente no seu desempenho e na qualidade dos serviços prestados».

O Sindicato Independente dos Médicos publicou também na sua página oficial, na passada quinta-feira, uma nota que dava conta da «ameaça de despedimentos no Hospital de Cascais de dezenas de enfermeiros e auxiliares e, pelo menos, 68 médicos».

Fonte do Hospital de Cascais contactada pela agência Lusa não quis prestar quaisquer esclarecimentos sobre o assunto.
Redação / ACS