O número de trabalhadores abrangidos por despedimentos coletivos caiu 7,2% até outubro, face ao mesmo período do ano passado, atingindo 3.032 pessoas, segundo a Direção Geral do Emprego e das Relações do Trabalho.

Porém, entre janeiro e outubro deste ano registaram-se 294 empresas com processos de despedimento coletivo, um número superior ao registado no período homólogo, em que se verificaram 252 empresas.

Os processos registados até outubro visavam despedir 3.262 trabalhadores, mas o número de despedidos ficou-se por 3.032, dos quais 1.664 são mulheres e 1.368 são homens. Os restantes trabalhadores foram abrangidos por outras medidas, não especificadas, ou viram o seu processo revogado.

A região de Lisboa e Vale do Tejo foi a que registou maior número de trabalhadores despedidos, com 1.291, seguida pelo Norte, Centro, Alentejo e Algarve, com 1204, 326, 168 e 43, respetivamente. 

Os processos de despedimentos coletivos entre janeiro e outubro ocorreram sobretudo nas pequenas empresas, onde 135 pessoas foram despedidas.

Em 2018, o número de trabalhadores abrangidos pelo despedimento coletivo foi de 3.601.

De acordo com a evolução publicada pela DGERT, o ano de 2012, em que Portugal estava sob a intervenção da ‘troika’, foi o que registou o valor mais alto de sempre, com 10.488 trabalhadores abrangidos por despedimentos coletivos.