O mercado imobiliário na Grande Lisboa está impenetrável para os rendimentos médio-baixos. Algumas pessoas que se cansaram de esperar por respostas do Governo concentraram-se a semana passada junto do Ministério das Infraestuturas e da Habitação para procurar a ajuda que dizem que não têm tido.

A TVI acompanhou o caso de Sónia Robalo que vive em Moscavide há sete anos. O último contrato de cinco anos terminou e o novo proprietário do imóvel não o quer o renovar.

Nunca devi renda, nunca paguei renda atrasada", disse à TVI.

O despejo de Sónia estava previsto para a sexta-feira. Vários elemntos da Associação Habita e solidários com a causa concentraram-se junto ao prédio e a ação acabou por ser adiada para data incerta. Mas o problema persiste. Sónia terá de sair e até lá lidar com o bulying do senhorio de que diz ser alvo.

As pessoas não têm noção do que é durante dois anos não conseguir dormir", afirmou.

Sónia alugou a casa através da Associaçao de Proprietários Lisbonenses, fez um acordo em que se comprometia a fazer obras, pagando 200 euros por mês.

Agora, diz que as obras são ignoradas. Tem uma filha estudante com uma doença incapacitante e a câmara de Loures não lhe soluciona o problema de imediato.

A TVI contactou a Segurança Social que diz acompanhar a situação e tudo fazer para resvolver o problema.