João Paulo Rebelo, Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, esteve esta segunda-feira no Jornal da Uma para falar sobre os insultos racistas de que Moussa Marega foi vítima, num jogo do FC Porto frente ao Vitória de Guimarães, no domingo.

O Secretário de Estado disse que estes atos "absolutamente ignóbeis" devem ser repudiados e condenados e que o Governo tem a obrigação de "agir em conformidade". Ressalva que o racismo é crime, e que estes adeptos devem ser punidos. 

João Paulo Rebelo louvou a atitude de Marega, considerando-a "absolutamente digna" , e disse que "devemos todos o reconhecimento ao jogador".

Contrariando a ideia da impunidade deste tipo de casos, o governante relembrou que a "lei da violência", que pune estes adeptos, foi alterada em setembro e que, desde então, há "mais de uma centena de adeptos impedidos de entrar nos estádios”.

"Não há impunidade. Estes atos não passam impunes", reforçou João Paulo Rebelo, explicando que o caso vai ser tratado em várias instâncias e que "poderão haver sanções disciplinares".  

O Secretário de Estado da Juventude e do Desporto abordou ainda o tema das claques, que classificou como um "problema de cultura desportiva".

"A UEFA é absolutamente intransigente com este tipo de comportamentos", reforçou João Paulo Rebelo, frisando que "não admitiremos este tipo de regressões civilizacionais".

"Estes comportamentos não cabem na nossa sociedade. Ponto final. No desporto, então, é que não podem mesmo caber", disse o Secretário de Estado.

O Secretário de Estado da Juventude e do Desporto reforçou que "o Governo tem um papel a desempenhar”, mas que o cidadão e o adepto podem assumir também o papel de um dirigente desportivo: "Ao alertar e condenar este tipo de comportamentos também estão a cumprir o nosso papel", frisou.

 
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