Um homem de 31 anos, suspeito de 18 crimes de roubo, com recurso a arma branca, nos concelhos de Loures, Amadora e Lisboa, foi detido e presente a tribunal, que lhe decretou prisão preventiva, anunciou esta quinta-feira a PSP.

O suspeito estava já fortemente indiciado por mais de uma dezena de crimes, sobretudo de roubos com agressões e ameaça de uso de arma branca […], alguns deles perpetrados nos transportes públicos – rede Metro –”, avançou a Polícia de Segurança Pública (PSP), indicando que a detenção ocorreu na segunda-feira, pelas 19:30, na zona da Alameda, em Lisboa.

No âmbito da investigação policial, foi possível imputar ao detido a prática de “mais uma série de crimes recentemente cometidos, totalizando, até à presente data, 18 crimes de roubo, um crime de abuso de confiança e dois crimes de furto qualificado”.

Em comunicado, a PSP referiu que, no dia da detenção do suspeito, na segunda-feira, pelas 12:00, um jovem de 20 anos dirigiu-se à esquadra das Olaias, em Lisboa, para apresentar denúncia por roubo, descrevendo o suspeito e a forma como concretizou o ilícito, nomeadamente ter sido “coagido, mediante recurso a uma faca, a entregar o telemóvel e o dinheiro que tinha consigo”.

Após esta denúncia, a investigação policial correlacionou processos e apontou que o autor deste roubo fosse “o suspeito sobre o qual recaíam suspeitas de andar, com elevada mobilidade, por toda a Área Metropolitana de Lisboa, a cometer roubos violentos”.

Assim, a PSP assegurou a interceção do suspeito, durante a tarde de segunda-feira, na zona da Alameda, em Lisboa, onde lhe foi “apreendido um chapéu e arma branca com a qual concretizou os ilícitos”.

Suspeito da “prática reiterada” de vários roubos, o detido tem “um vasto histórico criminal, sobretudo em crimes contra o património, inclusive com condenações efetivas”, revelou a PSP, acrescentando que o suspeito saiu da prisão em novembro de 2019.

Detido fora de flagrante delito, através de mandados de detenção emitidos por autoridade de polícia criminal, o suspeito foi presente, na quarta-feira, a primeiro interrogatório no tribunal, onde lhe foi decretada prisão preventiva, a medida de coação mais gravosa.

/ SS