O secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, fez esta terça-feira a atualização da situação de Portugal relativamente à pandemia Covid-19. Começando por referir que o Estado já contratou mais de 1.400 profissionais de saúde, disse ainda que a Linha SNS 24 tem sido reforçada, e que o tempo de espera já diminuiu.

Já é possível um tempo de espera abaixo dos três minutos", disse.

Relembrando que esta terça-feira se comemora o Dia Mundial da Saúde, o governante referiu que, este ano, a data não é apenas mais uma efeméride.

Na conferência esteve presente também o subdiretor-geral da Saúde, Diogo Cruz, que, vincando que os números estão "mais baixos", reforçou a necessidade de manter as medidas de "isolamento social", nomeadamente no período da Páscoa. Esta recomendação segue a do Governo, que decretou medidas especiais para esse período, que vigora entre 9 e 13 de abril.

Não sabemos o que vai ser o dia de amanhã", referiu.

Questionado sobre o elevado número de mortes (15) num lar de idosos de Aveiro, o secretário de Estado adiantou que vão ser distribuídos cerca de dois mil testes para aquela zona. António Sales acrescentou ainda que outros lares de Aveiro vão ser testados.

Aveiro vai receber dois mil dos 10 mil testes destinados à zona Centro e cerca de 80 serão para fazer o rastreio em dois lares daquele concelho, revelou o secretário de Estado da Saúde.

Aveiro tem sido uma região e um hospital que têm tido uma afluência superior ao expectável e, por isso mesmo, um consumo superior ao espectável. Para a zona Centro vão ser distribuídos hoje 10 mil testes e, destes, dois mil vão para Aveiro”, afirmou António Lacerda Sales, na conferência de imprensa diária de acompanhamento da situação pandemia em Portugal.

Relativamente aos profissionais de saúde, estão infetados 1.435, dos quais 240 são médicos e 270 são enfermeiros.

O último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS) confirma 345 mortos por Covid-19 em Portugal. O número total de infetados é agora de 12.442.

Testes em lares ilegais dependem de lista da segurança social

O secretário de Estado da Saúde disse hoje que testes para covid-19 a idosos e funcionários dos lares vão abranger também as instalações ilegais, a partir de uma lista que terá de ser fornecida pela Segurança Social.

As pessoas que estão nos lares ilegais são para nós iguais às pessoas que estão nos lares legais. Claro que serão testados, mas quem tem de fazer a diferenciação, porque nós não os conhecemos, é a segurança social”, afirmou António Lacerda Sales na conferência de imprensa diária sobre a pandemia por covid-19.

Sobre a capacidade de testagem nos lares de idosos, o sub-diretor-geral da Saúde anunciou que já está disponível no site da DGS uma nova norma orientadora.

É uma preocupação para nós a situação dos lares, tendo em conta que é uma população de risco. Fizemos algumas atualizações à orientação prévia que responde às necessidades de fazer mais testes e sempre que existem suspeitos ou casos confirmados tentarmos caracterizar a população dentro do lar”, afirmou Diogo Cruz.

A nova orientação da DGS, acrescentou, vai no sentido de testar e caracterizar as pessoas externas, mas que estão em contacto com os lares de idosos, como os diversos profissionais que prestam serviço para “tentar parar as vias de transmissão o mais rapidamente possível”.

A DGS desconhece o tempo médio de resposta entre a realização dos testes de despiste da covid-19 e o resultado do mesmos.

Questionado hoje pela Lusa sobre o tempo médio decorrido entre a realização de um teste para o novo coronavírus e a comunicação do resultado ao utente, o sub-diretor-geral da Saúde disse, na conferência de imprensa diária no Ministério da Saúde, desconhecer o tempo de resposta.

Não tenho o tempo de resposta. Não tenho esses números para lhe poder responder, mas temos que ter a noção é que existem os testes dos doentes críticos que têm de ser feitos na hora e que há testes que não precisam de ser feitos imediatamente”, afirmou.

António Guimarães