O secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, disse esta segunda-feira em conferência de imprensa conjunta entre a DGS e o Ministério da Saúde, que chegaram no domingo 66 ventiladores adquiridos por Portugal à China "que serão distribuidos de imediato pelo país".

Segundo o secretário de Estado, 40 ventiladores vão ficar na região Norte e Centro e os restantes 23 vão ser distribuídos por unidades de Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve.

Esta repartição regional, explicou, é feita “de acordo com os critérios de distribuição definidos pela comissão de acompanhamento da resposta nacional em medicina intensiva”, que é sempre feita com equidade. 

Lacerda Sales disse também que 63 dos ventiladores foram adquiridos pela administração central dos sistemas de saúde e os outros três pelas autarquias..

Estes 66 ventiladores fazem parte dos 508 que Portugal comprou à China para reforçar a capacidade do Serviço Nacional de Saúde em cuidados intensivos.

Questionado também sobre o ensaio de utilização de plasma de doentes recuperados de Covid-19 em casos graves, o secretário de Estado avançou que "está a ser analisado um conjunto de critérios e de fatores", e que "vai ser definido um grupo para validar os ensaios clínicos".

De acordo com António Lacerda Sales, "a estratégia começará por testar em doentes moderados graves, e não críticos".

António Lacerda Sales referiu também que os 5.000 testes "mais rápidos" que vão chegar a Portugal serão efetuados em situações de emergência, como cirurgia ou gravidez.

Os 5.000 testes que anunciaram estão validados pelo Infarmed, são fiáveis, e não tem nada a ver com o que se designam por "testes rápidos", esclareceu o secretário de Estado.

Também na conferência de imprensa, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, disse que todas as pessoas que apresentem sintomas, mesmo que ligeiros, entram para uma plataforma para serem testados, como forma de testar o máximo de pessoas.

Questionada sobre o uso de máscaras cirúrgicas por não-profissionais de saúde, Graça Freitas assegurou que "estamos a conseguir abastecer o mercado do sistema de saúde".

Sobre os casos confirmados com o novo coronavírus que acabam por morrer em casa, a diretora-geral da Saúde frisou que  "as pessoas que estão com Covid-19 em instituições ou em casa, estão a ser acompanhadas por médicos e enfermeiros", no entanto, "é um número relativamente pequeno de casos, mas temos de investigar".

Ainda relativamente à testagem em lares de idosos, Graça Freitas adiantou que há um plano, que começará na região norte, para efetuar o "rastreio profissional" a todos os lares de idosos.

Portugal regista esta segunda-feira 735 mortes por Covid-19, com um total de 20.863 casos confirmados, informa o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde. 

São mais 21 mortes e 657 casos, o que se traduz num aumento de 3,5% em relação ao dia anterior. Este é o menor aumento de mortes desde o dia 7 de abril.

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Rafaela Laja